Programa Minas Rural destaca a transformação de uma área abandonada em horta produtiva

Produção da Emater-MG será exibida por emissoras de TV a partir deste sábado e também pode ser acessado pelo site e no Youtube
                                                                                               IMAGEM: MINAS RURAL
O Programa Minas Rural desta semana apresenta uma experiência em Lavras que prova, radicalmente, que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. 
Nesta edição, o telespectador também vai conferir a retomada da produção de alho, em Capim Branco, na região central de Minas Gerais. Além disso, a receita da vez é a de um pão de alho, valorizando o tempero tão apreciado no Brasil.
Pela Rede Minas você assiste ao Minas Rural no sábado, às 9h30, e, no domingo, às 12h. Na TV Horizonte o programa é exibido segunda-feira, às 7h15. O Canal AgroBrasil transmite o Minas Rural todo sábado, ao meio dia. Já no Terra Viva o programa vai ao ar bem cedinho, às 5h da manhã. Você também pode assistir ao Minas Rural pelo site www.emater.mg.gov.br ou pelo canal do Youtube (www.youtube.com/user/ematerminas).


Fonte: Agência Minas

Emater-MG apoia inserção de agricultor em processo de produção agroecológica

Novo sistema de cultivo colabora para o desenvolvimento sustentável da região e estimula o comércio justo
                                                                                                  FOTO: ARQUIVO
Um agricultor familiar do município de Fronteira, no território Triângulo Sul, está experimentando uma nova forma de cultivar e comercializar produtos agroecológicos. Com orientação dos técnicos da Emater-MG, Lucas Morais iniciou um processo de produção conhecido como Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA). Trata-se de um modelo de agricultura solidária em que o agricultor deixa de vender seus produtos para intermediários e conta com a participação de membros consumidores para a organização e o financiamento de sua produção. 
O processo CSA colabora para o desenvolvimento sustentável da região e estimula o comércio justo. Desse modo, os agricultores contam com um recurso garantido para produzir. Isso facilita a atividade e possibilita, ainda, que toda a família receba um valor adequado pelo trabalho. 
A produção agroecológica do agricultor começou em 2012, quando os técnicos locais da Emater-MG de Fronteira e da equipe Verde Minas, do município vizinho de Frutal, organizaram um dia de campo para repassar informações sobre o sistema de produção. A partir daí, com o esforço da equipe da empresa e apoio de parcerias, foram realizadas capacitações, reuniões e visitas técnicas à propriedade, criando um grupo de pessoas sensibilizadas e apoiadoras da iniciativa. 
Hoje, a CSA da região conta com a família de agricultores de Fronteira cultivando produtos orgânicos certificados que são entregues para 80 famílias de cotistas, sendo 90% do município de Frutal. Além da Emater-MG, a CSA conta com o apoio do Instituto Água pra Toda Vida e Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), campus Frutal. Outras duas propriedades estão em processo de transição agroecológica, ou seja, produção com técnicas mais sustentáveis, também com assistência da Emater-MG.
“Esse modelo de produção é transformador, pois fortalece a agricultura familiar e os vínculos comunitários. As pessoas participam ativamente do processo produtivo, cria-se um ambiente rural totalmente sustentável e torna possível a segurança alimentar das famílias envolvidas, pois elas estão vendo de onde vem o alimento que estão consumindo”, afirma a técnica da unidade Verde Minas de Frutal, Elisângela Alves. 
A agroecologia tem como foco conservar e ampliar a biodiversidade dos ecossistemas, assegurar as condições de vida do solo que permitam a manutenção de sua fertilidade e o desenvolvimento saudável das plantas. O sistema usa espécies ou variedades adaptadas às condições locais de solo e clima, garante uma produção sustentável das culturas, sem utilizar insumos químicos que possam degradar o ambiente.
“No início, foram muitas as dificuldades em relação ao processo de comercialização, pois as pessoas ainda não têm conhecimento sobre a diferença entre a produção agroecológica e a produção convencional”, diz Elisângela.
Fonte: Agência Minas