terça-feira, 23 de agosto de 2016

CARTA COMPROMISSO COM A SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DIRIGIDA AOS CANDIDATOS/AS A PREFEITO








Nós, Conselheiras e Conselheiros integrantes do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG), nos dirigimos às Senhoras e Senhores Candidatos aos cargos eletivos de prefeitos nos municípios mineiros para buscar o seu compromisso com a realização do direito humano à alimentação adequada e saudável nas suas propostas de planos de governo.
A segurança alimentar e nutricional, como direito humano fundamental está estabelecida no artigo 6º, caput, na Constituição Federal de 1988 e em conformidade com as leis orgânicas de SAN n 11.346/06 que instituiu o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN).
Neste Sistema, a adesão dos municípios é fundamental para que planos, programas e ações voltadas à soberania e segurança alimentar e nutricional da população sejam fortalecidas e consolidadas, articulada com os entes federados. Afinal, é no município que o sujeito mora e acessa as políticas públicas. 
Ao incorporar a segurança alimentar e nutricional no seu plano de governo, o candidato estará contribuindo para o combate às desigualdades sociais e para a garantia do acesso à alimentação em qualidade e quantidade nutricionalmente adequada a toda a população, especialmente aos cidadãos em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
Desta forma, solicitamos o seu compromisso com:
1.     Criar e/ou fortalecer mecanismos e instrumentos participativos entre governo e sociedade civil que promovam a política municipal de segurança alimentar e nutricional, conforme previsto nas leis 11.346/06 e 15.982/06.
2.     Elaborar o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional com o objetivo de integrar e articular as ações que promovem o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), como as compras institucionais da agricultura familiar, a alimentação escolar, programas de transferência de renda, de economia popular e solidária, de apoio à agroecologia e agroindústria familiar, entre outras.
3.     Aderir ao SISAN por meio do pacto interfederativo pela garantia do DHHA em seu município.
4.     Aderir ao Pacto Nacional pela Alimentação Saudável, contribuindo para a promoção da saúde da população, combatendo a obesidade e as doenças provenientes de uma alimentação inadequada.
5.     Promover um amplo diagnóstico da insegurança alimentar no município, estabelecendo prioridades de ações com previsão de recursos financeiros e gestão para o monitoramento das ações de SAN.

Belo Horizonte, 29 de julho de 2016.

DIA DO NUTRICIONISTA


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Campanha permanente contra o uso de agrotóxicos pede a participação da população para banir Projeto de Lei dos Venenos


PL do Veneno: o lucro vem antes da saúde e do meio ambiente


por Eduardo Sá, da ANA
Em tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei nº 6299/2002, de autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, um dos ícones do agronegócio brasileiro também conhecido como o rei da soja, é fonte de preocupação para organizações ambientais e movimentos sociais. Com sua aprovação serão facilitadas ainda mais a comercialização, utilização, armazenamento, transporte, dentre outros mecanismos que a nossa atual lei de agrotóxicos prevê.

De acordo com Fernando Prioste, advogado popular e assessor jurídico da Terra de Direitos, é necessário lutar para que o interesse por lucro das grandes empresas transnacionais produtoras de transgênicos e agrotóxicos não se sobreponha ao direito de produzir e se alimentar sem transgênicos e agrotóxicos. Na entrevista a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ele fala sobre o projeto de lei e aponta alguns retrocessos possíveis com sua aprovação.

Prioste é integrante da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida e mestrando em direito socioambiental e sustentabilidade pela PUC/PR. Também coautor do livro “Empresas transnacionais no banco dos réus: violações de direitos humanos e possibilidades de responsabilização” e “coorganizador do livro “Direito constitucional quilombola: análises sobre a ação direta de inconstitucionalidade nº 3239”
Quais os principais aspectos por trás dessas propostas de mudança na lei de agrotóxicos?
As mudanças que querem fazer na atual lei dos agrotóxicos atende a interesses das empresas produtoras de transgênicos e agrotóxicos, assim como os grandes produtores de commodities agrícolas. Assim, não é por acaso que caso o PL do Veneno (Projeto de Lei nº 6299/2002) seja aprovado ocorrerão mudanças que facilitarão a utilização de agrotóxico em quantidade maior que a atual, bem como com maior potencial de causar danos ao meio ambiente e à saúde.
São muitas as mudanças propostas pelo PL do Veneno, mas podemos destacar três principais alterações; a) Criação da CNTFito, instituição semelhante à CTNBio e que teria a função de avaliar quais agrotóxicos seriam liberados para utilização, facilitando muito a liberação dos agrotóxicos. b) Atualmente agrotóxicos que causam graves danos à saúde (teratogênicos, carcinogênicos, mutagênicos) são totalmente proibidos. Contudo, a lei pretende que esses agrotóxicos possam ser liberados desde que não haja um “risco inaceitável” na sua utilização. Mas existe risco aceitável para agrotóxico que pode causar câncer? c) A nova lei também limita a atuação dos estados no tema, para dificultar que sejam criadas leis estaduais que restrinjam mais a utilização de agrotóxicos.
Esses são apenas alguns elementos da proposta de mudanças, que deixam explícitos que a mudança não tem objetivo de assegurar melhoras à saúde e ao meio ambiente no tema dos agrotóxicos, já que os benefícios são quase que exclusivos para as empresas que produzem agrotóxicos e para quem os utiliza no campo. Enfim, com o PL do Veneno o lucro vem antes da saúde e do meio ambiente.
A atual legislação atende adequadamente às demandas sobre o tema?
A Lei 7.802/89 é resultado de uma longa luta de movimentos sociais para regular por lei o uso de agrotóxicos no Brasil. Desde a década de 1960 utiliza-se agrotóxicos de forma massiva no Brasil, sem que houvesse uma lei especifica para tratar do tema, pois a lei federal utilizada era de 1934, quando praticamente não se utilizava, e muito pouco se conhecia sobre agrotóxicos no Brasil.
A primeira lei específica para agrotóxicos do Brasil foi aprovada no Rio Grande do Sul, em 1982, e foi fruto de muita luta de movimentos sociais populares e de militantes ambientalistas. Depois do Rio Grande do Sul vários estados passaram a regular por lei a utilização de agrotóxicos, até que em 1989 uma lei federal regulamentou o processo nacionalmente.
A atual lei de agrotóxico é fruto da luta popular, mas não é a melhor lei possível tendo como referência a necessidade de garantir a preservação do meio ambiente e o respeito à saúde humana na produção agrícola. Isso, porque desde a época da aprovação da primeira lei de agrotóxico as empresas produtoras atuaram de forma a tentar conter os avanços populares.
Atualmente o campo popular luta pela implementação do Programa Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos (Pronara), que contém mecanismos para realizar uma transição a um modelo de agricultura que não utilize agrotóxicos. Contudo, para implementação do Pronara é necessário que a atual lei de agrotóxicos não seja alterada.
Como os movimentos e organizações da sociedade civil estão vendo a possibilidade de criação de uma Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CNTFito)?
A criação desta Comissão tem por objetivo acelerar a liberação de agrotóxicos no Brasil, retirando do IBAMA e da ANVISA a atribuição de realizar o processo de avaliação de pedidos de liberação comercial de agrotóxicos.
Essa estratégia é semelhante à utilizada no tema dos transgênicos, onde a CTNBio é o órgão responsável pela liberação comercial de transgênicos, e praticamente retira de todos os outros órgão públicos a possibilidade de monitorar e avaliar os impactos dos transgênicos que podem ser liberados para comercialização. Destaca-se que desde a criação da CTNBio nenhum transgênico foi impedido de ser liberado pela CTNBio, fato que pode acontecer com os agrotóxicos caso seja criada a CNTFito.
Assim, a criação da CNTFito tem o evidente objetivo de criar um caminho mais fácil para a liberação comercial de agrotóxicos no Brasil, facilitando o lucro das empresas e trazendo mais riscos à saúde e ao meio ambiente.
Quais as principais reivindicações e críticas dos movimentos sobre os agrotóxicos no Brasil?
Os agrotóxicos não são essenciais para a produção de alimentos no campo. Há possibilidade de desenvolver modelos de produção que viabilizem alimentos saudáveis para quem consome, e renda digna para quem produz.
Contudo, hoje o mercado está totalmente voltado para um modelo de produção que é pouco acessível à agricultura familiar tradicional, pois tem por base a utilização de grandes maquinários, agrotóxicos e sementes transgênicas. A imposição desse modelo de agricultura dificulta, quando não impede, o desenvolvimento de outras formas de produção no campo, a exemplo da agroecologia.
É necessário lutar para que o interesse por lucro das grandes empresas transnacionais produtoras de transgênicos e agrotóxicos não se sobreponha ao direito de produzir e se alimentar sem transgênicos e agrotóxicos. Essa luta é longa e o desafio é grande, pois as empresas impuseram mundialmente o seu modelo de produção agrícola. Mas, ao mesmo tempo, são milhares as agricultoras e agricultores espalhados pelo mundo e que lutam pelo estabelecimento de um outro modelo de produção e vida no campo.
Assim, a luta contra os agrotóxicos é parte de uma luta maior, pela construção de uma sociedade mais justa e digna para todos. Essa luta maior tem como um dos seus pontos de partida a luta contra os agrotóxicos, pois o alimento saudável é essencial para que todos possam ter condições saudáveis de vida.


Está em curso na Câmara Federal um projeto de lei que pode colocar ainda mais veneno na sua mesa. O Projeto de Lei dos Venenos está tramitando desde o início deste ano, e abriga sob dele diversos PLs que representam um enorme retrocesso na legislação de agrotóxicos. O pior deles atende pelo nome de PL3200, e começa por alterar o nome de Agrotóxico para Defensivos Fitossanitários, escondendo da sociedade todo o risco que estes venenos trazem para nossa saúde e o meio-ambiente. Além disso, esta mudança na lei irá facilitar o registro de novos agrotóxicos, reduzindo necessidades de estudos aprofundados sobre seus riscos.
A hora é de pressionar. Listamos aqui os nomes dos/as deputados/as que estão na Comissão Especial e seus emails. Envie uma mensagem dizendo que você não aceita nenhum retrocesso na Lei de Agrotóxicos! Sugestão de texto:
Sugestão de texto:
Título: Não queremos mais venenos!
Senhores/as Deputados/as,
Venho por meio desta manifestar-me contra qualquer alteração na Lei 7802/1989 que facilite o registro de novos agrotóxicos no Brasil. Nosso país já é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, e os efeitos destes venenos na saúde e no meio ambiente são inaceitáveis. Precisamos de leis que favoreçam a agroecologia e permitam aumentar a produção de comida sem veneno para toda a população.
Digo NÃO ao PL do Veneno!
Atenciosamente,


Parlamentares titulares e suplentes da Comissão Especial:
* dica: copie o conteúdo da tabela e cole no campo "Para:" do seu email.
Tereza Cristina (PSB/MS)<dep.terezacristina@camara.leg.br>
Valdir Colatto (PMDB/SC)<dep.valdircolatto@camara.leg.br>
Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE)<dep.raimundogomesdematos@camara.leg.br>
Bohn Gass (PT/RS)<dep.bohngass@camara.leg.br>
Luiz Nishimori (PR/PR)<dep.luiznishimori@camara.leg.br>
Arnaldo Faria de Sá PTB/SP<dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br>
César Halum PRB/TO<dep.cesarhalum@camara.leg.br>
Covatti Filho PP/RS<dep.covattifilho@camara.leg.br>
Dilceu Sperafico PP/PR<dep.dilceusperafico@camara.leg.br>
Hélio Leite DEM/PA<dep.helioleite@camara.leg.br>
Luis Carlos Heinze PP/RS<dep.luiscarlosheinze@camara.leg.br>
Professor Victório Galli PSC/MT<dep.professorvictoriogalli@camara.leg.br>
Rogério Peninha Mendonça PMDB/SC<dep.rogeriopeninhamendonca@camara.leg.br>
Sergio Souza PMDB/PR<dep.sergiosouza@camara.leg.br>
Valdir Colatto PMDB/SC<dep.valdircolatto@camara.leg.br>
Zé Silva SD/MG<dep.zesilva@camara.leg.br>
Aelton Freitas PR/MG<dep.aeltonfreitas@camara.leg.br>
Bohn Gass PT/RS<dep.bohngass@camara.leg.br>
Evandro Roman PSD/PR<dep.evandroroman@camara.leg.br>
João Daniel PT/SE<dep.joaodaniel@camara.leg.br>
Luiz Nishimori PR/PR<dep.luiznishimori@camara.leg.br>
Marcos Montes PSD/MG<dep.marcosmontes@camara.leg.br>
Padre João PT/MG<dep.padrejoao@camara.leg.br>
Rômulo Gouveia PSD/PB<dep.romulogouveia@camara.leg.br>
Adilton Sachetti PSB/MT<dep.adiltonsachetti@camara.leg.br>
Bruno Covas PSDB/SP<dep.brunocovas@camara.leg.br>
Heitor Schuch PSB/RS<dep.heitorschuch@camara.leg.br>
Luiz Carlos Hauly PSDB/PR<dep.luizcarloshauly@camara.leg.br>
Raimundo Gomes de Matos PSDB/CE<dep.raimundogomesdematos@camara.leg.br>
Sarney Filho (PV/MA)<dep.sarneyfilho@camara.leg.br>
Tereza Cristina PSB/MS<dep.terezacristina@camara.leg.br>
Afonso Motta PDT/RS<dep.afonsomotta@camara.leg.br>
Alessandro Molon REDE/RJ<dep.alessandromolon@camara.leg.br>
Adalberto Cavalcanti PTB/PE<dep.adalbertocavalcanti@camara.leg.br>
Altineu Côrtes PMDB/RJ<dep.altineucortes@camara.leg.br>
Augusto Carvalho SD/DF<dep.augustocarvalho@camara.leg.br>
Celso Maldaner PMDB/SC<dep.celsomaldaner@camara.leg.br>
Jerônimo Goergen PP/RS<dep.jeronimogoergen@camara.leg.br>
Josué Bengtson PTB/PA<dep.josuebengtson@camara.leg.br>
Mandetta DEM/MS<dep.mandetta@camara.leg.br>
Mauro Pereira PMDB/RS<dep.mauropereira@camara.leg.br>
Onyx Lorenzoni DEM/RS<dep.onyxlorenzoni@camara.leg.br>
Nilto Tatto PT/SP<dep.niltotatto@camara.leg.br>
Odorico Monteiro PROS/CE<dep.odoricomonteiro@camara.leg.br>
Patrus Ananias PT/MG<dep.patrusananias@camara.leg.br>
Domingos Sávio PSDB/MG<dep.domingossavio@camara.leg.br>
Júlio Delgado PSB/MG<dep.juliodelgado@camara.leg.br>
Nilson Leitão PSDB/MT<dep.nilsonleitao@camara.leg.br>
Shéridan PSDB/RR<dep.sheridan@camara.leg.br>
Chico Alencar PSOL/RJ<dep.chicoalencar@camara.leg.br>

CONSEA-MG PARTICIPA DE ENCONTRO PARA ELABORAÇÃO DO PROGRAMA ESTADUAL PARA REDUÇÃO DO USO DE AGROTÓXICOS



O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG) participou hoje (18) da reunião da Câmara Técnica de Agroecologia e Produção Orgânica do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRAF). O encontro aconteceu nas dependências da Cidade Administrativa em Belo Horizonte e contou com a participação ainda dos conselheiros Dilermando Silva e Analúcia Couto, representantes das Comissões Regionais de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CRSANS), Centro Sul  e Vertentes I consecutivamente.

A reunião teve como objetivo principal de avançar em mais uma etapa na elaboração do Programa Estadual para Redução do Uso de Agrotóxicos em Minas Gerais (PRONARA-MG). Através desse programa serão implementadas ações que contribuam para a redução progressiva do uso de agrotóxicos de risco para a saúde e meio ambiente na produção agrícola, contribuindo, dessa forma, para a promoção da saúde e sustentabilidade ambiental e a produção de alimentos saudáveis. A próxima reunião está marcada para o dia 12 de setembro.        







quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O PAPEL DO CONSELHO E DOS CONSELHEIROS DE SANS É DEBATIDO EM OFICINA DE CAPACITAÇÃO DE CONTAGEM


O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG) participará da oficina de capacitação sobre “o papel do Conselho e dos Conselheiros de SANS” em Contagem. O encontro é uma realização do Conselho Municipal de Contagem (COMSANS) e ocorrerá no dia 17 de agosto. A oficina contará com a presença do Presidente do CONSEA-MG, Élido Bonomo, o Lelinho, e também do Conselho Municipal de SAN de Betim.

A oficina tem como objetivo contribuir com a formação dos conselheiros para esclarecer suas funções como agentes de cidadania e como representantes em um Conselho que atua na defesa da política pública de segurança alimentar e nutricional, que é de fundamental importância para a garantia de direitos.

Lelinho mediará a discussão sobre os conceitos de SANS, entre eles, o direito humano à alimentação adequada (DHHA), a soberania alimentar, a agroecologia como base produtiva saudável e sustentável. Falará ainda sobre os marcos legais, programas e desafios da SANS. A assessora técnica Joana Brant, conduzirá as discussões sobre o papel a importância dos Conselhos.

Um “Retrato do Conselho de SANS de Contagem”, será apresentado pelo próprio Conselho e uma exposição sobre os equipamentos de SANS e uma exposição sobre os equipamentos de SANS, será feita pelo Coordenador de SANS, Marcelo José Costa.
Por fim ocorrerá uma dinâmica coletiva abordando o papel e a responsabilidade dos conselheiros e dos municípios no fortalecimento SISAN. A oficina está sendo realizada no Centro Público de Economia Solidária (CEFORT), Rua São Marcos, 247, Água Branca – Contagem.









quinta-feira, 11 de agosto de 2016

REDE MOBILIZADORES OFERECE OFICINA ON LINE “AGROTÓXICOS: IMPACTOS E ALTERNATIVAS”

A Rede Mobilizadores vai promover, de 15 a 19 de agosto, a oficina online Agrotóxicos: impactos e alternativas”, com facilitação de André Burigo, pesquisador e professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), integrante do Grupo de Trabalho Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e um dos organizadores do Dossiê Abrasco sobre Agrotóxicos.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

CONSEA-MG REALIZA EM CONTAGEM A OFICINA DE CAPACITAÇÃO PAPEL DO CONSELHO E DOS CONSELHEIROS DE SANS




9:00 HORAS -  CREDENCIAMENTO E COFFEE DE BOAS VINDAS
9:30 HORAS – MESA DE ABERTURA:

Rita Januária da Silva Morais - Presidente do Conselho Municipal de SANS Contagem
-   José Marcelo Costa -  Coordenador(a) da Coordenadoria de Segurança Alimentar e Abastecimento
-   Élido Bonomo - Presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais
10:00 horas -  Conceitos, Marcos Legais, Programas e Desafios da Segurança Alimentar e Nutricional - Élido Bonomo – Presidente do CONSEA MG

11:30 horas -  o Papel do Conselho e dos Conselheiros em Segurança Alimentar e Nutricional – Joana Reis Brant – Assessora Técnica Consea - MG

12:00 horas   -  ALMOÇO

13:00 horas -  Retrato do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Contagem   - membro do COMSEA Contagem

-   Lei de criação
-   Regimento Interno
-   Ações realizadas

14:00 - Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional em Contagem - José Marcelo Costa

15:00 -  Dinâmica de encerramento -Todos os envolvidos;

-   Que SISAN queremos?
-   Qual é o Papel/ responsabilidades do Município?
-   Como o SISAN deverá se relacionar com os outros sistemas e conselhos públicos?
-   Qual é o papel da sociedade civil?
-   Qual é o cenário ideal que gostaríamos de ter até 2017?
-   Quais os passos devemos estabelecer para chegar a este cenário ideal?

-   Quais são as prioridades deste cenário?



Data: 17 de agosto de 2016
Horário:  09:00 horas as 15:00 horas
Local: Centro Público de Economia Solidária- CEFORT - Rua São Marcos, 247, Água Branca – Contagem.
Realização: Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Contagem
Público: Conselheiros (as) Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional

Boletim Informativo do CONSEA-MG - Edição 26/2016


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

SEDA E CRSANS TRIANGULO II SE REÚNEM PARA FORTALECER AÇÕES DA AGRICULTURA FAMILIAR






Aconteceu hoje (4 de agosto) um café da manhã entre o Secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo, e a Comissão Regional de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável CRSANS Triângulo II.
A proposta foi ouvir a CRSANS e encontrar possibilidades de atuação entre a comissão e a SEDA. O professor Neivaldo é também Secretaria Geral do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CONSEA MG).
Segundo a Conselheira Vanesca Tome, o café foi importante para, além de reafirmar o compromisso da comissão com a política de SANS, compreender o desafio em especial de promoção da agricultura familiar do Triângulo Mineiro. Participaram da agenda Leila Resende da cidade de Campina Verde e Bruno Maia de Uberlândia.
A proposta, segundo Neivaldo, é estar presente nas comissões sempre que possível e fortalecer a relação entre às instâncias de controle social e a gestão da agricultura familiar construindo políticas públicas que melhorem a vida dos assentados de reforma agrária, quilombolas, atingidos por barragens e garantir alimentos saudáveis de forma sustentável.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Cheia de novidades, 10ª edição da AgriMinas celebra uma década de sucesso






Uma década incentivando a agroindústria mineira e fomentando a profissionalização e a geração de negócios para o setor. Com essa responsabilidade, a Feira de Agricultura Familiar do Estado de Minas Gerais (AgriMinas) celebra sua 10ª edição, que será realizada entre os dias 10 e 14 de agosto, na Serraria Souza Pinto. Serão em torno de 180 empreendimentos com produtos alimentícios típicos da agricultura familiar e peças de artesanato sustentável, além de shows musicais, exposição com objetos e maquinário do campo e uma cozinha aberta, comandada pelo chef Eduardo Avelar, onde serão utilizados produtos da agricultura familiar no preparo de pratos culinários, com a finalidade de mostrar alternativas para agregar valor aos produtos. 
A 10ª edição da AgriMinas é uma realização da Fetaemg (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais), com apoio da Central do Trabalhadores do Brasil (CTB), Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Estado de Minas Gerais, Contag, Senar Minas, Banco do Brasil, e Governo de Minas.
Idealizador do projeto, em 2006, e organizador da AgriMinas desde sua primeira edição, o presidente da FETAEMG, Vilson Luiz da Silva, se orgulha da evolução e das conquistas nos últimos dez anos. “O estímulo à agricultura familiar é um esforço contínuo, que desenvolvemos ao longo de todo o ano, sempre em defesa dos agricultores familiares e do crescimento do setor. Hoje temos um evento consolidado em Minas Gerais que traz visibilidade principalmente para os pequenos empreendimentos e dá condições para que ele cresça e se estabeleça”, afirma.
Nas nove primeiras edições, a AgriMinas já recebeu mais de 500 mil visitantes, envolvendo mais de 35.000 agricultores familiares, por meio de participação direta e indireta de cooperativas e associações. Além de ser uma vitrine para os produtos da agricultura familiar e colocar os expositores frente a frente com possíveis compradores e um público diverso, a feira tem o papel também de capacitação para os agricultores participantes e formação de público, trazendo aos moradores da capital informações e conhecimento dos produtos do campo.
Atualmente, a agricultura familiar representa 70% da produção de alimentos no país. O que servia apenas para subsistência da família tornou-se uma opção de negócios, gerando renda, emprego e abrindo novos mercados para agricultores e agricultoras familiares. Em torno de 74% dos empregos gerados no campo estão na agricultura familiar, o que contribui diretamente para a diminuição do êxodo rural e para a movimentação da economia.
“Minas Gerais é protagonista no cenário nacional. Somos o segundo estado com maior concentração de estabelecimentos familiares produtivos do Brasil. Além disso, temos uma variedade de produtos como doces e cachaças, que já são tradicionais no mercado, além de forte representatividade com produtos como arroz, café, feijão, milho, leite, mandioca e seus derivados. Em nossa feira não poderia ser diferente, nós prezamos pela diversidade e pela valorização do pequeno empreendedor”, comenta Vilson Luiz.
Novidades da 10ª edição
Os visitantes da AgriMinas, em 2016, terão acesso a duas grandes novidades. Coordenada pelo chef Eduardo Avelar, será montada no espaço da Serraria Souza Pinto uma cozinha aberta, onde serão realizadas palestras, demonstrações e experimentos a partir do que está sendo exibido na feira. “Vamos buscar com os próprios expositores o subsídio necessário para preparamos, diante do público, receitas contemporâneas com a cara de Minas. A ideia é valorizarmos toda a cadeia da gastronomia, ressaltando a importância do processo desde o pequeno produtor até o resultado final”, conta Eduardo Avelar.
Entre uma receita e outra, o chef, que estará acompanhado de outros três importantes nomes da atual gastronomia mineira, Henrique Gilberto (vencedor da 1ª edição do Super Chef/TV Globo e Buffet Rullus), Jaime Solaris (Borracharia Gastropub) e Leandro Pimenta, promete um bate-papo com os produtores para contar histórias e contextualizar os alimentos de acordo com as regiões do estado.
No intuito de promover um resgate da vida no campo, pela primeira vez a AgriMinas terá uma exposição com objetos e utensílios típicos do interior. Disco de arado, teares e até vitrolas estarão ao alcance do público em um espaço dedicado à memória. “Queremos que, além de experimentar os sabores de Minas, o visitante possa sentir como era, em tempos remotos, a rotina da vida no campo, os costumes e tradições”, explica o presidente da FETAEMG.
A diversidade mineira em pauta 
Como é de costume na AgriMinas, a diversidade dos produtos também marca a 10ª edição. As diferentes regiões de Minas estarão representadas por projetos como o desenvolvido pela ALIAR (Associação Regional de Agricultura Familiar), de Barbacena. A OSCIP, que atua diretamente com atividades de capacitação para 44 famílias na região, levará à feira uma variedade de frutas, milho, feijão e outros produtos oriundos da agroindústria.
“A gente vê na AgriMinas um potencial muito grande de abrir nosso comércio. Por meio da feira, em 2015 a gente começou a distribuir nossos produtos para três empórios de Belo Horizonte e estamos nos estruturando para organizar uma exposição aqui em Barbacena. A AgriMinas é a nossa referência”, comenta o coordenador do projeto Anderson Inocêncio.

Da região de Muriaé, virão os agricultores da Coopaf (Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar e Solidária de Muiraé). Com 112 cooperados na região, os produtores se destacam pelo arroz integral, sucesso em outras edições da AgriMinas, além de uma variedade de produtos como café, feijão, palmito, mandioca e cachaça. “A AgriMinas é sempre um momento de divulgação para nosso trabalho, de formação para os produtores e uma oportunidade de termos contato com as principais lideranças do setor”, declara Antonio Carlos Bagle, presidente da Coopaf.
Entre as atrações que prometem chamar a atenção do público está o Galo Índio Gigante. Resultado de melhoramento genético realizado pelo cruzamento de raças, com base na herança deixada pelos galos caipiras / capoeira, as aves, aos seis meses de vida, medem aproximadamente um metro de altura, da ponta da unha do dedo maior à ponta do bico. São ótimos exemplares para corte e como aves ornamentais por exibirem grande porte e beleza, devido as suas penas sobrepostas com ampla variedade de cores.
A força da Agricultura Familiar no Brasil
• Agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros;
• Ocupa 30,5% da área total dos estabelecimentos rurais e representa cerca de 74% dos empregos no setor agrícola;
• Existem aproximadamente 4.500 estabelecimentos de agricultura familiar no Brasil;
• Em Minas são 866 mil agricultores rurais, com 320 estabelecimentos de agricultura familiar;
• Participação da agricultura familiar no valor bruto da produção no Brasil: R$5,438 bilhões / o equivalente a 38%;
• 84,4% dos estabelecimentos rurais do país são de agricultores familiares;• Responde por 38% da renda bruta gerada no meio rural, embora ocupe apenas 24,3% da área total destinada à produção;
• São 12,3 milhões de pessoas trabalhando na agricultura familiar; ocupa 74,4% do pessoal que trabalha no campo;
• A cada 100 hectares, a agricultura familiar ocupa 15,3 pessoas, enquanto a agricultura empresarial ocupa 1,7 pessoas;

Programação artística
Seguindo a tradição da feira, a 10ª edição também irá valorizar a arte e a música de artistas locais e do interior do estado. De quarta a sábado, encerrando a programação diária, artistas mineiros se apresentarão para o público:

Dia 10 - Quarta-feira
19h30 – Show com a dupla Jhonny e Paulo Roberto
Dia 11 - Quinta-feira
19h30 – Show com a dupla Romano e Rocerí
Dia 12 - Sexta-feira
19h30 – Show com a dupla Edmar e Samuel
Dia 13 - Sábado
19h30 – Show do grupo Os Parada Bruta

SERVIÇO:
De 10 a 14 de agosto
Quarta, das 16h às 22h
Quinta e sexta, das 14h às 22h
Sábado, das 8h às 22h
Domingo, das 8h às 18h
Local: Serraria Souza Pinto
Endereço: Av. Assis Chateaubriand, 890 - Belo Horizonte - MG
Telefone: (31) 3073-0000
Ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia) | A venda de ingressos será realizada exclusivamente na portaria do evento

Fonte: Portal CTB - 01/08/2016