Conferências Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional


4 a 6/08 Conferência Estadual em Recife 
4 a 6/08 Conferência Estadual do Espírito Santo
4 a 6/08 Conferência Estadual de Santa Catarina
5 a 7/08 Conferência Estadual do Amazonas
5 e 6/08 Conferência Estadual do Amapá
11 e 12/08 Conferência Estadual de Tocantins
12 e 13/08 Conferência Estadual de Sergipe
12 a 14/08 Conferência Estadual de Goiás
12 a 14/08 Conferência Estadual do Pará
12 a 14/08 Conferência Estadual de Roraima
13 a 14/08 Conferência Estadual do Rio Grande do Norte
20 e 21/08 Conferência Estadual da Paraíba
25 a 27/08 Conferência Estadual do Ceará
26 a 28/08 Conferência Estadual da Bahia
27 a 19/08 Conferência Estadual do Maranhão

Agricultores familiares têm alimentação mais saudável


Seu filho não come legumes e verduras?

Especialistas confirmam que apresentar logo cedo e com bastante consistência os vegetais às crianças ainda é um dos modos mais eficientes de ensiná-las a comer esses alimentos

Por Naíma Saleh - atualizada em 27/04/2015 11h30

Você tem a maior difuculdade em fazer seu filho comer verduras e legumes?  (Foto: Thinkstock)

Você sabia que cerca de 90% das crianças não cumprem as recomendações diárias de consumo de vegetais nos Estados Unidos? O altíssimo índice vai contra as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O órgão estabelece que é necessário ingerir pelo menos 400 gramas todos os dias. Muitos pais dizem que os filhos não gostam de comer verduras e legumes, mas não existe segredo para inserir estes itens com sucesso no menu dos pequenos. A melhor maneira de implantar na criança o gosto pela alimentação saudável é oferecer e expor esse tipo de comida o tempo todo e estimular o contato o quanto antes. “As pesquisas que temos até agora mostram que a exposição repetida tem um impacto mais consistente no aumento da aceitação de vegetais por crianças pequenas”, explica a PhD Susan Johnson, professora de Pediatria e Diretora do The Children's Eating Laboratory, na Universidade de Colorado-Denver, uma das participantes de um dos painéis da American Society for Nutrition (ASN).

No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que todas as capitais da região Sudeste estão entre as dez cidades que mais comem frutas e hortaliças no país. Enquanto, em média, apenas 24,1% dos brasileiros consomem cinco ou mais porções cinco vezes da semana ou mais, em Vitória, o índice sobe para 26% e, em Belo Horizonte, para 32%. Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, a média de consumo é de 25%. A mesma pesquisa, batizada de Vigitel 2014, revelou que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso. Os números mostram que a taxa jovens com menos de 18 anos obesos é de 17,9%, um índice que se manteve estável nos últimos anos, mas ainda considerado muito alto. E qual a indicação para combater a obesidade e o excesso de peso?

Praticar exercícios físicos e ter uma dieta equilibrada e rica em (adivinhe só!): frutas, verduras e legumes.  “Esses alimentos fornecem vitaminas e sais minerais importantes para a criança. Possuem boa quantidade de fibras que regulam o intestino e colaboram para a prevenção de doenças antes exclusivas de adultos, comodiabetes tipo 2pressão alta e obesidade”, explica a nutricionista Beatriz Botequio, da Equilibrium Consultoria em Saúde e Nutrição.

Como introduzir vegetais na dieta da criança

É preciso fazer com que a criança prove pelo menos de 8 a 12 vezes o mesmo alimento (Foto: Thinkstock)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que, a partir dos 6 meses de idade, período exclusivo de aleitamento materno, sejam introduzidos novos alimentos na dieta do bebê, em forma de papas e sopinhas. Primeiro, vêm as frutas e, depois, as verduras e legumes. Muitas vezes, ao primeiro sinal de rejeição da criança, os pais voltam atrás.  “Na aflição de o filho não comer, os pais desistem de oferecer o ‘alimento novo’ e dão a opção que sabem que o filho aceita, como o leite ou mamadeira. Esse comportamento reforça à criança que ela não precisa dos novos sabores”, explica Beatriz.
Os especialistas da American Society for Nutrition recomendam que as crianças provem o mesmo alimento pelo menos entre 8 e 12 vezes antes de dizerem que não gostam. No entanto, a maioria dos pais desiste lá pela terceira ou quarta tentativa. É claro que insistir para que seu filho pelo menos sinta o gosto da comida – não precisa engolir se não gostar! – não é uma tarefa das mais fáceis: tem choro, reclamações e pedidos de clemência. No entanto, é preciso resistir. “Nascemos com o paladar apurado para o doce. Já, para os demais sabores (azedo, amargo e salgado), é preciso aprender a acostumá-lo”, explica Beatriz.
Os pais são o exemplo


Essa resistência a alimentos novos não acontece apenas com legumes e verduras. “No consultório, quando dizemos que é preciso dar fígado para a criança, muitas mães fazem uma cara horrorosa, na frente do filho”, conta o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, do Hospital Albert Einstein (SP). Como esperar que a criança coma de bom grado um alimento que os próprios pais abominam?

Isso leva a outro aspecto do problema. Uma travessa de couve, de brócolis ou de alface não vai parar em cima da mesa espontaneamente. Alguém deve comprá-los, lavá-los, cozinhá-los... Preparar verduras e legumes dá trabalho – ainda mais quando os próprios pais não têm o hábito de comer esse tipo de alimento. Lembre-se de que você é o primeiro modelo de comportamento do seu filho. Ele aprende a andar vendo você caminhar, a falar vendo você conversar e a se alimentar observando como - e o quê - você come.
Envolver a criança no preparo é uma boa estratégia (Foto: Thinkstock)

Muitas vezes, pais e mães se queixam de que a criança se alimenta superbem na escola, prova novos alimentos sem problemas, mas, em casa, dá o maior trabalho e rejeita tudo que não seja arroz ou batata frita. “Na escola existe o fator socialização. A criança vê os coleguinhas comendo e quer comer também. Faz parte de um ritual. Em casa, muitos pais apenas colocam o prato na frente da criança e querem que ela coma. Não dá. É preciso inserir a comida em um contexto”, alerta Huberman. Isso inclui desligar a TV na hora das refeições, todos se sentarem à mesa juntos, envolver a criança na hora de pôr a mesa e de tirar os pratos, enfim, transformar todo o processo em um evento que pede a participação dos pequenos. “Levar as crianças à feira ou ao supermercado, deixando que elas toquem os alimentos e participem da escolha, ou mesmo permitir que ajudem no preparo de alguma receita, pode ser interessante”, recomenda Beatriz.
Para ajudar você, selecionamos  5 dicas para ajudar nas refeições aí na sua casa:
1) Coloque-se no lugar da criança. Imagine só fazer uma viagem para um país exótico, com comidas inteiramente diferentes das que você está acostumado. Pense na Índia, na Tailândia ou no Japão. É impossível garantir que você vai adorar tudo o que provar – talvez alguns temperos pareçam estranhos demais, alguns cheiros não lhe agradem e, para você, alguns sabores sejam realmente desagradáveis. Para a criança, é a mesma coisa.Tudo o que tem um gosto diferente do leite (ou do que ela já se acostumou a comer) é exótico e nem sempre parece bom na primeira provada.
2) A cara da comida às vezes não agrada. Antes de experimentar para ver se o gosto agrada ao paladar, muitas crianças torcem o nariz para determinadas comidas. Por isso, vale investir em apresentações criativas para montar pratos coloridos e atraentes. Veja algumas ideias aqui.
3) Perceba se o problema não é a comida em si, mas a atenção. Toda refeição vira aquele circo: seu filho que não quer mais comer, se levanta da mesa, você acaba perdendo a cabeça e seu almoço se transforma em uma verdadeira novela mexicana. Você acha que a criança não percebe que a atitude dela controla toda a dinâmica da refeição? “A comida pode se tornar um jeito de se sobressair e, às vezes, até de se diferenciar de um irmãozinho que acabou de nascer”, comenta Huberman.
5) Não tente esconder no prato aquilo que a criança não gosta. Nada de tentar camuflar uma rodela de beterraba embaixo do bife ou esconder pedacinhos de couve em meio ao purê como quem não quer nada. A criança pode ficar desconfiada e ela precisa saber o que está comendo. Uma estratégia totalmente diferente (e bem mais eficaz) é enriquecer receitas com vegetais. Por exemplo, preparar um molho de tomate com diversos legumes batidos no meio ou rechear uma torta de frango com uma porção de legumes. Vale também insistir em diferentes modos de preparo. Se o seu filho não comeu brócolis cozido, tente prepará-lo gratinado, refogado, em forma de purê, em forma de bolinhos, como recheio de uma massa... Solte a criatividade!
6) Criança com fome come Essa máxima nunca falha. Se quando seu filho estiver realmente com apetite houver escolhas saudáveis disponíveis, ele vai comer. Mas, se ele souber que há sempre um pote de sorvete por perto, você já sabe o que acontece.

FONTE:  Revista Crescer

PRESIDÊNCIA DO CONSEA-MG


Foi publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais no último dia 18 a designação de Dom Mauro Morelli à presidência do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Minas Gerais (Consea-MG). Também foi publicada a designação do Secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento e Desenvolvimento Social (Sedese) André Quintão para o cargo de secretário-geral do Consea-MG.


Dom Mauro Morelli está à frente do CONSEA-MG desde 1999, quando o conselho foi criado. Ele foi também o primeiro presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em 1993. Também presidiu o Consea-SP. Dom Mauro é bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias (RJ), da qual foi o fundador e foi bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo.

1ª PLENÁRIA E ENCONTRO PREPARATÓRIO DA 6ª CONFÊRENCIA DE SANS



O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG) realiza, nos dias 4 e 5 de maio, a 1ª Plenária e Encontro Preparatório para a 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais.
O objetivo do encontro é, além de cumprir a pauta da plenária, alinhar com as 25 Comissões Regionais de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CRSANS) as informações e orientações para a realização das conferências municipais e regionais.  Durante o encontro será organizado o calendário das reuniões regionais realizadas ao longo do ano pelas CRSANS. 

As conferências municipais e regionais têm o prazo estipulado pelo CONSEA até o dia 30 de junho para serem realizadas. Nos dias 21, 22 e 23 de agosto, será realizada a 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais, de acordo com o decreto NE 93 publicado no último dia 15. Neste ano, o tema da Conferência Estadual será “Comida de verdade no Campo e na Cidade: por direitos e soberania alimentar”. Já a Conferência Nacional, que terá o mesmo tema que a Estadual, será realizada nos dias 3, 4, 5 e 6 de novembro, em Brasília. 


1ª Plenária Ordinária de 2015
Programação


04/05/15 – Segunda-feira

8h30min - Abertura e acolhida dos participantes
                 Presidente e Secretário-Geral

9h15min - Apresentação dos participantes

9h30minh - Leitura e aprovação da ata da 4ª Plenária/2014

10 horas - Intervalo

10h30min - Relato das CRSANS e contribuição/encaminhamentos da Diretoria do CONSEA-MG

11h30min - Plenárias Regionais Eletivas de 2015

12 horas - Almoço

13h30min - Apresentação dos objetivos e processo de preparação das Conferências Regionais, da 6ª Conferência Estadual de SANS e da 5ª Conferência Nacional de SAN

·          Leitura e aprovação do Regimento Interno das Conferências Regionais e do Regulamento da 6ª Conferência Estadual de SANS.

·         Constituição da Comissão Organizadora da 6ª Conferência Estadual de SANS.
16 horas - Intervalo

16h30min - Definição do calendário das Conferências Regionais. Socialização das orientações.

18 horas - Encerramento


05/05/15 – Terça-feira

8h30minh - Abertura dos trabalhos

9 horas - Convênio com Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome: definição de critérios para seleção de municípios.

10 horas - Intervalo

10h30min - Encaminhamentos

12 horas - Encerramento / Almoço
                                     










LUXO ORGÂNICO

Folhas verdes frescas, temperos à mão e ervas prontas para os chás da tarde ou da noite são só alguns dos privilégios de quem tem uma horta caseira - leia-se: sem agrotóxicos. Cinco projetos provam que não há empecilhos, nem mesmo de tamanho, para planejar a sua


Horta caseira (Foto: Edu Castello e Renato Corradi)
Cheiro de manjericão, hortelã e alecrim. Alface, couve e repolho fresquinhos. Tudo isso parece distante da sua realidade? Acredite: só parece. Ter uma horta em casa é fácil. Quer dizer, é preciso dedicação, mas se você curte a ideia de abraçar uma alimentação orgânica, sem agrotóxicos, vai adorar tomar alguns cuidados pela saúde de sua família. Antes de tudo, planeje o que deseja plantar nos canteiros ou em vasos. A herborista Silvia Jeha, do Viveiro Sabor de Fazenda, indica que cada espécie temcrescimento e necessidades diferentes. “A alface, por exemplo, precisa de 20 cm de distância entre cada muda”, diz.
Sol também é um fator importante. A horta deve receber luz durante a manhã ou à tarde, totalizando pelo menos quatro horas diárias. A cada mês, lembre-se de fazer uma adubação – com húmus, farinha de osso ou qualquer outro composto orgânico na proporção de 200 g para cada m² de terra – para renovar os suprimentos das plantas. Em vasos, a horta exige um pouco mais de seu dono. Primeiro, certifique-se de que o recipiente utilizado para o plantio tem furos e forre-o com cacos de telha ou argila expandida. Depois, acrescente a areia, seguida pela terra já adubada. Diferentemente das variedades perenes, que não precisam ser trocadas, as hortaliças, principalmente, devem ser repostas. Dá um trabalhinho, mas vale cada minuto de compromisso.


Não há vestígios de regadores, pás e demais ferramentas, escondidas nos nichos vazados sob as caixas de madeira cumaru (Foto: Edu Castello e Renato Corradi)
Diversão para as crianças
A vista aérea comprova que a organização dos vasos de barro e das caixas de madeira cumaru é estratégica. Quase como um jogo de amarelinha, as tábuas de deque convidam as crianças – um menino de 8 anos e uma menina de 5 – a explorarem as verduras e temperos, previstos pela arquiteta e paisagista Mônica Lauretti, no jardim desta casa na região oeste de São Paulo. “Para os pais, é importante que as crianças participem do processo de cuidados com a horta”, diz Mônica. Foi por isso que ela previu variedades para todos os paladares: rúcula, alface, cebolinha, tomilho, hortelã e camomila. Os pedriscos foram alternados à madeira para simular o clima de um jardim, mesmo que sobre esta laje na varanda.


Horta caseira (Foto: Edu Castello e Renato Corradi)
Hortinha gourmet
Mesmo sem espaço, a dona deste apartamento no Alto de Pinheiros, em São Paulo, queria alguns dos seus temperos prediletos frescos e disponíveis para as suas experiências culinárias. A solução encontrada pela paisagista Caroline Saccab Haddad foi distribuir pequenos vasos de tamanhos e formas diferentes em um aparador de madeira, ambos à venda na loja da profissional, a Secret Garden. O efeito não poderia ser melhor. “Utilizei vários materiais, como a cerâmica rústica, a esmaltada e a pedra-sabão, que servem como cachepôs para os recipientes de plástico”, conta. Alguns cuidados: espécies como o tomilho e o alecrim exigem rega a cada dois dias; no caso do manjericão e do orégano, o procedimento é diário.


Horta caseira (Foto: Edu Castello e Renato Corradi)
Caminho de delícias 
Um canteiro repleto de folhas verdes recepciona quem entra nesta casa na região oeste da cidade de São Paulo. “Plantei rúcula, alface e azedinha em pequenos canteiros, que seguem a linha do muro e não ocupam muito espaço do jardim”, conta o engenheiro agrônomo Marcelo Noronha, dono da Minha Horta. Os temperos foram dispostos em vasos de fibra de coco, de 30 cm, comprados na Ceagesp e presos a um painel de ripas de madeira. Tem coentro, orégano, manjericão, tomilho e outras ervas, que são utilizadas pela moradora para a preparação de pratos. O bom é que quanto mais são usados, mais ganham vigor.


Horta caseira (Foto: Edu Castello e Renato Corradi)
Temperos na vertical
Até quem carece de espaço e tempo não tem mais desculpa. Com painéis verticais, como este fabricado pela arquiteta cariocaAna Paula Souza, da Hortinha, dá para ter uma horta à mão. O biombo de ripas de madeira cumaru, de 3 x 1,8 m, abriga vários vasos com pimenta, planta que pede água todos os dias, além de ferramentas para cuidar do jardim, como o regador. Todos estão presos por ganchos de aço inox, que permitem mudancinhas a torto e a direito. Além dos temperos usados no dia a dia, como o alecrim e o orégano, ainda sobrou espaço para uma pitangueira. As placas de identificação também são produzidas pela arquiteta. Luminárias da La Lampe.


Horta caseira (Foto: Edu Castello e Renato Corradi)
De estilo provence
Recheada de vasos de barro, a horta segue o clima provence adotado pelo paisagista Gilberto Elkis em todo o jardim desta casa de campo em Itatiba, interior de São Paulo. Entre as espécies, destacam-se o manjericão verde e o roxo, a cebolinha e o alecrim. Há também lavandas, variedade usada em chás, que se faz presente em outros cantos do quintal. Repare que todos os temperos ficam acomodados sobre caixas de cimento para que os cachorros da proprietária não devorem a plantação.

Guia traz 10 novas regras para uma alimentação saudável


DIA MUNDIAL DA SAÚDE -07 DE ABRIL UM CHAMADO PARA A ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL





No dia Mundial da Saúde (07 de abril), numa parceria do Conselho Regional de Nutricionistas de Minas Gerais (CRN9-MG) e dos cursos de nutrição das Faculdades e Universidades de Belo Horizonte, o Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Terminal Rodoviário da capital) se transforma num espaço de conscientização para hábito alimentares saudáveis que promovam qualidade de vida e bem-estar. As atividades acontecem de 09 h às 20 h, no 2º piso (hall das bilheterias), com diversos estandes - exibição de filmes, espaços lúdicos e de orientação e diálogo com o público para compras saudáveis, higienização e conservação de alimentos, modismos alimentares, prevenção de doenças crônicas através da boa alimentação.
A mobilização do Dia Mundial da Saúde, na capital, pretende despertar a sociedade para a conexão de vida com saúde e opção por alimentos de qualidade e nutritivos. A proposta integra a agenda nacional do Sistema Conselho Federal de Nutricionistas / Conselhos Regionais de todo o Brasil (CFNs-CRNs) de debater com o cidadão brasileiro a garantia da segurança alimentar com a produção de alimentos sem uso de agrotóxicos com práticas agroecológicas.


ALERTA COLOCADO


O brasileiro come mal quando se refere à qualidade nutricional. Falta qualidade nas escolhas e opções alimentares. Os nutricionistas alertam, no Dia Mundial da Saúde, para o consumo exagerado de alimentos com sal, açúcar e gorduras. As consequências da má alimentação são o crescimento de doenças como câncer, cardíacas, diabetes, hipertensão, obesidade, dentre outras. A vida cotidiana tem forçado à alimentação rápida e, muitas vezes, sem a qualidade de nutrientes necessários para que as pessoas tenham saúde.
A radiografia do hábito alimentar, constatada na Pesquisa do Orçamento Familiar (POF) do Ministério da Saúde (M.S.) preocupa ao apontar o aumento da ingestão de biscoitos recheados, salgadinhos, pizzas, doces e produtos com alto teor calórico e com insignificantes valores nutricionais. No contraponto, cerca de 90% (noventa por cento) dos brasileiros não consomem frutas, legumes e verduras como orienta o Ministério da Saúde (M.S). Somando-se a ingestão de cálcio, vitamina D e Vitamina E, que tem sido extremamente baixo.


DADOS ALIMENTARES NO BRASIL


O IBGE junto com o MS sinaliza que os hábitos dos brasileiros que vivem nas cidades concentram-se em: salgados fritos ou assados (53,5%), pizza (42,1%) e sanduíches/hambúrgueres (41,8%). Ao lado destes dados, outros números preocupantes são os de bebidas em excesso. O consumo de bebidas destiladas (50%) e de bebidas não alcoólicas – refrigerantes (47,9%). Já para a população que vive no meio rural, os dados apontam: sorvete (56,3%), pizza (52,6%), salgados fritos e assados (48,4%), bebidas destiladas (26,4%), refrigerantes diet-light (31,5%) e para o regular (36,5%)
Na zona rural, segundo informações do IBGE/MS, há grande consumo de arroz, feijão, batata-doce, mandioca, farinha de mandioca, manga, tangerina, peixes frescos, peixes salgados e carnes salgadas. Porém, nas cidades, os alimentos em alta são os prontos para o consumo e/ou processados como o pão de sal, biscoitos, iogurtes, vitaminas, sanduíches, salgados fritos e assados e pizza. Além destes, os refrigerantes, sucos e cerveja.
As informações acima somam-se aos dados divulgados pela pesquisa do Ministério da Saúde (M.S.) - Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - VIGITEL 2013 - que confirma a necessidade de mudanças nos hábitos alimentares. Números da pesquisa VIGITEL – constatam que metade da população adulta segue acima do peso (50,8% dos brasileiros estão com sobrepeso e, destes, 17, 5% são obesos). Há um consumo significativo de refrigerantes e alimentos gordurosos.
CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA CONTRAMÃO

As informações da pesquisa IBGE-MS sinalizam que uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão acima do peso recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e MS. No caso dos adolescentes brasileiros, os índices identificam que, na faixa etária de 10 a 19 anos, houve um salto de 3,7% (1970) para 21,7% (2009) nos casos de sobrepeso e obesidade.
Foi identificado que população infanto-juvenil consome pouco feijão, saladas e verduras. Os números afirmam que 50% dos adolescentes consomem salgados (industrializados, fritos ou assados), pizza, refrigerante e batata frita. Dos números, “o consumo de biscoitos recheados foi 4 (quatro) vezes maior entre adolescentes. Já nos sanduíches, os adolescentes e jovens adultos consomem duas vezes mais que os adultos e idosos”, cita o documento.

AGROTÓXICOS NOS ALIMENTOS

No que se refere à garantia alimentar, outro dado preocupante é que o Brasil se destaca como o maior consumidor mundial de agrotóxicos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma no Relatório de Indicadores do Desenvolvimento Sustentável (2012) que, “em oito anos, a quantidade utilizada por área plantada no Brasil mais do que dobrou, passando de 70 kg por hectare em 1992 para mais de 150 kg por hectare em 2010”.
O uso de agrotóxicos chama a atenção sobre os riscos aos quais a sociedade está submetida. Dados da Campanha contra o Uso de Agrotóxicos em Minas afirmam que o Brasil é hoje o maior consumidor de “venenos” na produção de alimentos.  “Cada cidadão ingere em média 5(cinco) quilos de agrotóxicos por ano. A incidência de pesticidas e fungicidas nos alimentos é preocupante”. O documento da campanha mineira destaca que “a realidade coloca a sociedade diante de um grave problema de saúde pública, com milhares de casos de câncer, inúmeras doenças graves e mortes”.



DIA MUNIDAL DA SAÚDE - MOBILIZAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO PARA SAÚDE COM ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL                                                                                                                                                    
DIA:  07 DE ABRIL  (TERÇA-FEIRA)    
                                                                                                             
LOCAL: TERMINAL RODOVIÁRIO DE BELO HORIZONTE – 2º PISO – HALL BILHETERIAS                                              

HORÁRIO: 09 H ÀS 20 H                                                                                            

REALIZAÇÃO: CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS DE MINAS GERAIS (CRN9-MG)

SEMANA DA SAÚDE - SES E CONSEA-MG


FILME MUITO ALÉM DO PESO


Por que é bom consumir orgânicos?



A forma como você se alimenta é um ato político Por que é bom consumir orgânicos? Dos adeptos dos alimentos “naturebas” produzidos sem agrotóxicos ou outros insumos considerados agressivos ao meio ambiente, a resposta vem de forma imediata: porque é melhor para a saúde. Mas, segundo a nutricionista Elaine de Azevedo, pesquisadora do Centro de Ciências Humanas e Naturais da Universidade Federal do Espírito Santo, essa resposta pode ser muito reducionista para demonstrar todo impacto que o consumo orgânico pode ter à sociedade. Em uma discussão que abrange desde a problemática social do campo até a questão da fome mundial, consumir tais alimentos pode ser um gesto político. “A agricultura orgânica é mais do que um modo produtivo, é uma proposta, é um movimento ativista. É importante ampliar os conceitos, para entender o que é que está por trás da produção orgânica”, diz Elaine, autora do livro Alimentos Orgânicos: ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social, da Editora Senac.

A entrevista é de Mariana Melo, publicada pela revista CartaCapital, 12-06-2014.

Eis a entrevista.
Alguns defendem o consumo de produtos orgânicos pelo viés ambiental, outros, nutricional. Você diz que os benefícios do consumo dos orgânicos são uma questão mais plural, que beneficia uma série de setores. Você poderia falar mais a respeito?
Na verdade, esses vieses parecem que são separados, mas são costurados pelo contexto de saúde coletiva. A saúde coletiva implica em condições sociais, ambientais e de estilo de vida saudáveis. Quando você olha na perspectiva de saúde coletiva, para você ser saudável você tem que trabalhar, ter dignidade, estar com quem gosta em um ambiente sustentável pra ter saúde. Nessa perspectiva, o alimento orgânico de origem familiar vai ao encontro da promoção de saúde social, porque vai dignificar o agricultor, e isso repercute na qualidade de vida nas grandes cidades na questão do desemprego, da violência. Tem a ver com a saúde social urbana. E na saúde ambiental também, porque não adianta comer bem se o ar e o mar estiverem poluídos, se o clima estiver desequilibrado. Você tem repercussões sociais porque o ambiente não é só o indivíduo. Então, o aspecto de alimentos equilibrados nutricionalmente é quase uma consequência. Respirar ar poluído, não ter trabalho e viver em uma cidade violenta com graves problemas sociais não é saudável.

Por que consumir orgânicos é um ato político?

Se você analisar de um modo mais amplo, o que o orgânico de origem familiar está trazendo é uma opção política. 80% da produção orgânica é de origem familiar. Além disso, o ato ambiental é um ato político. É você cuidar da saúde, comprar alimentos locais, que tem a ver com a sua cultura. O conceito de política não pode ser muito restrito, na verdade eles são mais porosos, têm a ver com comportamento.

Você alegou que os orgânicos não têm “maior” valor nutricional, mas “melhor” valor nutricional. O que isso quer dizer?

“Mais” não quer dizer “melhor”. A gente quer plantas nutricionalmente equilibradas, e isso o orgânico faz. A gente não quer maior, a gente quer valor nutricional mais equilibrado e aproveitável. O que adianta ter um monte de nitrogênio no solo para a planta absorver, formando nitrito, que é cancerígeno? Ou que atrai mais pragas? É um conceito errado.
De que forma a produção de orgânicos pode responder à demanda mundial por alimentos? Muitos afirmam que só com o uso de agrotóxicos e de sementes transgênicas, por exemplo, é possível suprir essa demanda.
Sabe aquela história de que uma mentira contada tantas vezes acaba sendo levada como verdade? Esse é um caso clássico. O agronegócio não produz alimento hoje. Ele produz PIB, relações exteriores, negócios. Ele produz soja, biodiesel, cana, algodão, não produz comida. Arroz, feijão, mandioca já não são produzidos pelo agronegócio. Já produzimos o suficiente no mundo para alimentar o que está previsto até 2050 de aumento da população. O que acontece é que nós não temos distribuição de renda e de riqueza, ou seja, têm países, pessoas e grupos que concentram alimentos, além de ter pessoas que não têm acesso à terra ou ao dinheiro. Comida já tem. O transgênico vai continuar a excluir pequenos de produzir e vai colocar na mão dos grandes a produção do não-alimento. Então, na mão de quem ficará a produção de alimentos?

Mas e a produtividade inferior do orgânico?

Nunca vamos conseguir produzir soja orgânica igual. Agora, arroz ou batata tem a produtividade comparável. Mas, para isso, tem que ter manejo, emprego, assistência técnica. Agora, eu não consigo produzir tomate no Paraná como eu produzo no México, por exemplo.
No Paraná, tem que ser com veneno. Temos de considerar conceitos como o local do plantio e a sazonalidade. Vários conceitos têm de ser adicionados na dieta, como a questão do alimento sazonal e do alimento local. Uma época terá abobrinha, tomate, outra terá tubérculos, outra arroz. A gente pode não ter o ano inteiro esse arroz orgânico, mas a gente vai ter épocas de arroz. Isso que a gente tem de discutir. Produtos específicos em épocas específicas. É uma grande questão a ser discutida.
Já para a produção orgânica animal não é possível comparar a produtividade. Não conseguimos ter e também não desejamos, porque precisamos rever a nossa ingestão de proteínas. O consumo de carne está excessivo, nenhuma cultura já comeu assim. Mas vai dizer isso para pessoas que têm como conceito que mais é melhor? Nós estamos morrendo por falta de minerais, vitaminas, não por falta de proteínas. São muitas revoluções que precisam ser feitas, na agricultura e na nutrição, juntos, pra gente chegar no que se precisa.

Além dessa mudança comportamental, o que é preciso pra suprir essa produtividade inferior?

A agricultura familiar pode produzir os orgânicos com custos mais baixos, porque teremos mais oferta, mais gente produzindo, e menos veneno. A alegação de que precisaremos de agrotóxicos é uma estratégia da indústria. O agrotóxico veio, a tecnologia veio, e tem gente que continua passando fome.

Por que a padronização nutricional (todos no mundo têm o mesmo tipo de dieta) é negativa para a população?

A nossa gordura aqui não é o azeite de oliva, é o óleo de coco, óleo de palma. Esses são saudáveis? São. A banha também é saudável, mas não é ideal comer banha na Amazônia, da mesma forma que não é normal comer azeite de oliva nos trópicos. A dieta culturalmente ajustável é o próximo passo a se alcançar. É legal comer batata e peixe de água profunda na Noruega. Aqui, eu não vou fazer isso, eu vou ter que ter frutas. Não adianta a dieta macrobiótica ser maravilhosa se é uma dieta tradicional do Japão. Ela é ruim? Não, mas precisa ser ajustada à nossa realidade. A gente mora em um país tropical, com muitas frutas. Carne, iremos consumir pouco, como se fosse aquela caça eventual. Não é que a gente vai voltar a só comer isso, mas temos de nos ater à dieta culturalmente ajustada. É um outro passo.

Como você avalia a política de estímulo à produção de orgânicos?

O financiamento da agricultura brasileira é de 25% para agricultura familiar e 75% para agronegócio. Você acha que, com essa diferença, dá pra produzir da mesma forma? E mesmo com 25%, a agricultura familiar corresponde a 80% do que a gente come. Faltam incentivos e sensibilização do consumidor. O consumidor, ao buscar mais e ao querer mais orgânicos, pode procurar por políticos que apoiem isso e, também, forçar o preço a baixar. A problemática do preço tem de ser compartilhada. Laptops acabaram baixando de preço porque todo mundo começou a comprar. O alimento ainda é uma mercadoria, se a gente comprar mais, o preço vai baixar. É aquela discussão, a gente quer comprar remédio ou quer comprar saúde?

A agricultura orgânica é mais do que um modo produtivo, é uma proposta, é um movimento ativista. É importante ampliar os conceitos, para entender o que é que está por trás do alimento orgânico, se não fica uma discussão muito reducionista. Quando essas campanhas contra o orgânico aparecem, é importante ver quem as comanda. Quem pode querer veneno?