Rede Virtual discute Marco de Educação Alimentar e Nutricional



A Rede Virtual “Ideias na Mesa” promove na quinta-feira (28), das 11h às 12h, o primeiro de uma série de bate-papos pela internet. O tema desta vez é Educação Alimentar e Nutricional.
Participam as professoras Elisabetta Recine e Lígia Amparo, da Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), respectivamente, e Patrícia Gentil coordenadora de Educação Alimentar e Nutricional, no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A moderação será feita por Maína Pereira, integrante da equipe do site “Ideias na Mesa”.
Entre os objetivos da rede está o de fomentar o debate e o estabelecimento de referenciais técnicos para quem pratica a educação alimentar e nutricional no país. Para participar, acesse https://www.youtube.com/redeideiasnamesa.

Fonte: Rede Virtual Ideias na Mesa
Rede pela vida
 
 
 Gestantes e mães mineiras ganham rede social exclusivaLançamento faz parte de conjunto de ações para redução da mortalidade materna e infantil no estado. "Cada óbito infantil deve ter dimensão de catástrofe", diz o secretário de saúde

Letícia Orlandi

Após o cadastro, é possível interagir com outras mães e profissionais de saúde (Reprodução / redemaesdeminas.com.br)
Após o cadastro, é possível interagir com outras mães e profissionais de saúde

Cerca de 85% dos internautas brasileiros entre 18 e 60 anos procuram informações médicas na internet. E 83% fazem as pesquisas online depois das consultas presenciais, de acordo com estudo da Universidade de São Paulo (USP). Entre as gestantes e mães, principalmente as de primeira viagem, essas “buscas implacáveis” vão além e envolvem uma rede de contatos para trocar experiências com outras mães e tirar dúvidas.

Atenta a esse comportamento e preocupada com a saúde materno-infantil, uma parceria da Fundação Assis Chateaubriand com o programa Mães de Minas, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), lança na tarde desta quarta-feira a Rede Mães de Minas (www.redemaesdeminas.com.br). O site oferece várias opções de conteúdo, como dicas de médicos ginecologistas, pediatras, clínicos gerais e enfermeiras sobre assuntos que toda mulher deve (e procura) saber nessa fase, desde o parto e a amamentação até o desenvolvimento infantil e o uso de acessórios, como cintas.

Além disso, após o cadastro ou acesso por meio do Facebook, é possível interagir com outras mães e profissionais de saúde, curtindo e comentando notícias. As internautas podem compartilhar fotos e até ecografias, além de participar de fóruns de discussão com grupos temáticos: etapas da gestação, amamentação e cuidados com o bebê, por exemplo. Outro serviço é a régua da gravidez, em que a mulher informa a data da última menstruação e recebe informações em uma linha do tempo. Ela pode também responder a um questionário para medir o humor pós-parto.

As gestantes e mães têm acesso ainda a um calendário com sistema de alertas para as datas das próximas consultas e compromissos, com espaço para registrar os dados e resultados de exames. A partir das informações fornecidas, o site apresenta gráficos para acompanhar a evolução de peso, pressão arterial, glicemia e movimentos do bebê no útero. Além da nova rede social, o programa Mães de Minas oferece um canal de atendimento telefônico 24 horas, pelo número 155.

Redução da mortalidade infantil
A rede social faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas para a redução da mortalidade materna e infantil no estado que serão anunciadas durante o 3º Encontro Estadual de Saúde, realizado durante esta semana no Expominas, em Belo Horizonte. “Não é possível pensar em mobilização, hoje, sem considerar a internet e as redes sociais. Nós estamos fortalecendo as maternidades, os municípios e a rede de saúde, mas a participação da sociedade é fundamental para o sucesso do programa. A premissa do Mães de Minas é transformar a maternidade no nosso maior patrimônio. A gravidez e o primeiro ano de vida são cruciais para uma sociedade mais saudável, justa e solidária”, define o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge.


Para Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand, parceira do projeto, a rede social é um canal de comunicação moderno e dinâmico, bastante disseminado atualmente. Por meio dele, é possível aproximar, de forma mais fácil e prática, as mães e os profissionais da saúde estadual. "Nossa ideia é oferecer um novo canal para promover a conscientização das mães mineiras para o autocuidado, melhorando seu comportamento em saúde. Dessa forma, podemos contribuir para o alcance dos objetivos do milênio estipulados pela Organização das Nações Unidas (ONU)", destaca. "Queremos tirar os mitos e inserir conhecimentos de qualidade, que permitam às pessoas perceberem a saúde de uma maneira diferente", acrescenta o ginecologista e obstetra Ricardo Cabral, colaborador da Rede Mães de Minas.

Os resultados estão aparecendo aos poucos. Lançado em agosto de 2011, o programa Mães de Minas, que acompanha gestantes e mães com crianças de até um ano de idade, conta com 29.269 gestantes cadastradas, além de 8.129 bebês. O conjunto de ações na área de saúde fez com que a taxa de mortalidade infantil em Minas Gerais caísse de 20,8, em 2003, para 13,1 em 2010. A meta é chegar a 10,61 em 2014.

Benefícios para os gestores da saúde
As prefeituras municipais e seus profissionais de saúde também podem participar da rede social e interagir com as mães de suas cidades. Para os gestores, uma das principais vantagens da ferramenta é a criação de uma base de dados constantemente atualizada, permitindo o desenvolvimento de políticas públicas específicas.

Segundo o secretário, o evento desta quarta-feira marca também a ampliação da preocupação com a vigilância sobre a mortalidade infantil e a notificação compulsória das mortes. “Cada óbito infantil deve ter uma dimensão de catástrofe. As razões devem ser investigadas pela equipe de saúde e os recursos enviados às prefeituras serão condicionados às metas. As localidade que atingirem o cadastramento de 80% das gestantes previstas em sua área de atuação receberão um aumento de 100% no incentivo referente ao Saúde em Casa”, explica Antônio Jorge.

Além destas medidas, será assinada a deliberação que autoriza o incentivo financeiro aos agentes comunitários e técnicos de saúde, responsáveis por identificarem as mães. Também será assinada autorização de liberação de recursos do Tesouro estadual para cerca de 200 novos leitos de UTI Neonatal até 2014 e serão lançados o Programa de Controle da Toxoplasmose Congênita e o Curso de Formação, Mobilização e Articulação dos Meios de Comunicação Comunitário.


 PROGRAMAÇÃO DO PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES 2013 
E PLENÁRIA DO CONSEA-MG

DIA 04 DE MARÇO – SEGUNDA-FEIRA (MANHÃ)
Planejamento 2013

8h30min - Abertura D. Mauro Morelli:

- Processo de Regionalização
- Plano Estadual de SANS (documento político): “Caminho do Direito Humano à Alimentação Adequada em Minas Gerais”
- Programa Estruturador “Cultivar, Nutrir e Educar”

9 horas - Apresentação do Cronograma de Ações do CONSEA-MG/ 2013: Waldeci

9h15min – Apresentação do Cronograma de Ações do CTSANS / 2013: Jacqueline

9h30min – Apresentação do Cronograma de Ações da Subsecretaria de Agricultura Familiar/SEAPA: Edmar Gadelha

9h45min - Reestruturação das Comissões Temáticas: Waldeci
                             
10h15min - Lanche

10h45min – Programas de SANS para Monitoramento 2013: Plano Estadual de SANS e Programa Estruturador “Cultivar, Nutrir e Educar”

11h30min - Diálogo sobre as CRSANS: estrutura física e nova assessoria técnica - Waldeci e equipe técnica
- Termo de cooperação técnica com a SEPLAG – para garantir espaço físico para as CRSANS.
- A proposta de prorrogação do mandato das coordenações/conselheiros.
- Composição das CRSANS - discutir sobre o processo de saída do município de uma CRSANS para outra.
- Momento das CRSANS com o (a) assessor (a) técnico (a) de referência para agenda de atividades.

12h15min – Almoço

DIA 4 DE MARÇO – SEGUNDA-FEIRA (TARDE)
1ª Plenária Ordinária

14 horas – Abertura: D. Mauro Morelli

14h15min – Leitura e aprovação da Ata da 4ª Plenária de 2012

14h30min – Apresentação dos novos (as) assessores (as) técnicos (as)

14h40min – Aprovação do Cronograma de Ações do CONSEA - MG/ 2013
                     - Prorrogação do Mandato dos Conselheiros
                     - Priorização dos Programas de SANS para Monitoramento 2013: Plano Estadual de SANS e Programa Estruturador “Cultivar, Nutrir e Educar”
                     - Composição das Comissões Temáticas
                     - Diagnóstico de SANS na CRSANS Centro-Oeste
                     - Reunião de presidentes de CONSEAs Estaduais: indicação de representante da sociedade civil

15h30min – Lanche

16horas – Encaminhamentos

17 horas – Informes / Encerramento
- Encaminhamentos sobre o Ofício da Diretoria de Promoção dos Direitos Humanos (uso de agrotóxicos na região de Unaí).
- Processo de prestação de contas (reembolso).




Acordo Conab/BNDES prevê R$ 23
milhões para agricultura familiar


O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues dos Santos, e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram no dia 19 de fevereiro, o primeiro edital relativo ao Acordo de Atuação Conjunta para o fortalecimento da produção rural de base familiar.

A cerimônia de lançamento contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff e foi realizada durante o 1º Encontro Nacional do Movimento das Mulheres Camponesas, em Brasília.

O valor total do acordo é de R$ 23 milhões. Nesta primeira edição, serão liberados R$ 5 milhões, destinados a grupos de mulheres, produtores agroecológicos e povos de comunidades tradicionais. O edital é de abrangência nacional.
De acordo com o documento, o valor individual de apoio será de até R$ 50 mil por organização proponente. O objetivo é selecionar projetos que fortaleçam cooperativas e associações de agricultores familiares por meio de investimentos em estruturação, beneficiamento, processamento, armazenamento e comercialização da produção de alimentos.

Fonte: Conab





Encontro Nacional do Movimento das Mulheres
Camponesas discute a realidade latino-americana
 
Na manhã da última terça-feira (19), representantes de movimentos das mulheres do campo fizeram uma análise, sob a perspectiva rural, da conjuntura nacional e internacional. A realidade latino-americana foi o principal tema em discussão. A mesa deu continuidade às atividades do I Encontro Nacional do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), que acontece em Brasília  até quinta-feira (21).

A maioria das participantes do encontro está pela primeira vez vivenciado um evento nacional, o que corresponde a uma renovação do MMC desde seu congresso em 2004, constatou Noeli Welter, da coordenação do movimento. Ela criticou o modelo de produção do agronegócio, que funciona com base na monocultura de exportação defendida pela televisão todos os dias, levando em consideração que a agricultura camponesa é responsável por 75% da comida na mesa do brasileiro. Noeli questionou a plateia, e apenas um terço das mulheres disse ter titulação de suas terras, o que, segundo ela, significa a exclusão produzida pelo atual modelo.

"Quanto mais terra e possibilidades tivermos na mão, aumentaremos nossa produção apesar das dificuldades para vendermos nossos produtos. Produzimos com diversidade, mesmo com pouca terra e crédito, através da agroecologia. O agronegócio fica com os latifúndios e só produz 25% para o país. Provoca doenças pelo uso extensivo de venenos, principalmente o câncer. Dizem que esse modelo vai sustentar os povos, e a gente vê pessoas sem acesso à alimentação, sobretudo saudável. Sem falar na destruição da natureza e da biodiversidade. Trouxe a modernidade, mas está nos matando", observou a militante.

Ela explicou ainda que as mulheres camponesas lutam por outro projeto de agricultura, com a recuperação das sementes crioulas para a fartura e alimentação saudável da sociedade. Welter ressaltou também que é preciso combater a violência contra mulher, com grande número de assassinadas, inclusive do ponto de vista patrimonial no que diz respeito à autonomia financeira.

"Construir novas relações entre homens e mulheres, e dividir as tarefas. Tudo é fruto do sistema capitalista, que só quer gerar o lucro. Precisamos continuar lutando por créditos subsidiados para produção, ser fortes e conquistar mais mulheres para nossa causa. Estudar, construir lideranças, unir as organizações para construir um projeto popular para o mundo. Assumir os espaços de decisão e poder para conquistar nossos direitos. Não queremos produzir alimento saudável para os ricos, e sim para o povo. Precisamos de crédito e reforma agrária para nos dar condições", concluiu.

Fonte: Abong
Prêmio Mandacaru recebe inscrições até sexta-feira 
 

Associações de agricultores familiares, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e prefeituras têm até sexta-feira (22) para se inscreverem no Prêmio Mandacaru – Projetos e Práticas Inovadoras em Acesso à Água e Convivência com o Semiárido. As inscrições são gratuitas.

A premiação é voltada para a produção de conhecimento e o desenvolvimento de ações inovadoras para convivência solidária e sustentável com o semiárido.

O Prêmio Mandacaru é dividido em quatro categorias. Em Experimentação no Campo, os dez primeiros colocados receberão apoio financeiro de R$ 5 mil a R$ 50 mil. Já os três selecionados em Replicação de Práticas Inovadoras podem levar até R$ 100 mil. Em Pesquisa Aplicada, três projetos poderão receber apoio de até R$ 150 mil, cada um. Na categoria Gestão Inovadora, cinco trabalhos serão reconhecidos com diploma.

Iniciativa do Instituto Ambiental Brasil Sustentável, em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação e apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Prêmio Mandacaru faz parte das ações do Programa Cisternas, coordenado pelo MDS.

Para saber mais sobre o prêmio, acesse www.iabs.org.br/projetos/premiomandacaru.
Fonte: Ascom/MDS

Compra de alimentos terá R$ 144 milhões do MDS
 
Organizações de agricultores familiares de todo o país que desejem participar do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já podem enviar propostas para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) repassou R$ 144 milhões na segunda-feira (4) para a execução do convênio com a empresa pública.

O valor corresponde à primeira parcela de 2013 e beneficiará mais de 27 mil agricultores familiares. “A liberação desse recurso permite que a Conab receba imediatamente as propostas das organizações e garanta a continuidade do programa”, diz a coordenadora de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Janaína Kern da Rosa.

Em 2012, o MDS repassou R$ 539,4 milhões para a Conab executar o PAA, beneficiando 119,8 mil famílias de agricultores por meio da aquisição de quase 270 mil toneladas de sua produção. O termo de cooperação entre MDS e Conab prevê mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos até junho de 2015, para comprar alimentos de cerca de 500 mil famílias rurais.

Podem participar do programa agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), inclusive os povos e comunidades tradicionais - extrativistas, quilombolas, famílias atingidas por barragens, trabalhadores rurais, comunidades indígenas e agricultores familiares em condições especiais. Os participantes deverão estar organizados em cooperativas ou associações.

Na proposta a ser apresentada, além da identificação dos agricultores que vão fornecer os alimentos, devem constar as instituições que serão beneficiadas com a distribuição dos alimentos e o tipo de produto a ser fornecido.

Enquadram-se no PAA os produtos de origem agropecuária e extrativista próprios para consumo humano, sejam in natura, industrializados, processados ou orgânicos.

Fonte: Ascom/MDS