sexta-feira, 25 de janeiro de 2013



 

TV Alterosa reexibe “Questões” com dom Mauro Morelli

 
 
 
A TV Alterosa reexibe, nos dias 5 e 12 de fevereiro, o programa “Questões” sobre o tema “Segurança alimentar e nutricional sustentável”, que contou com a participação do presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG), dom Mauro Morelli. 
 
O programa foi gravado por ocasião de sua visita à FUNEDI/UEMG, em agosto do ano passado. Dom Mauro, que também é bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias (RJ), abordou, entre outros assuntos, a necessidade de assegurar aos cidadãos o direito à alimentação adequada.

Também participaram do programa, no estúdio, o coordenador do INESP (instituto mantido pela FUNEDI/UEMG em Divinópolis), professor Fabrízio Furtado de Sousa, e o produtor rural Nilson Pereira, presidente da Associação dos Produtores da Agricultura Familiar de Divinópolis (APRAFAD) e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Divinópolis.

Já a reportagem produzida para o programa traz uma entrevista com o nutricionista Júnior José Valadares. Apresentado pelo jornalista Max Myller, o programa busca dar visibilidade aos projetos, às pesquisas e às discussões realizados pela FUNEDI/UEMG.
 
O “Questões” é exibido pela TV Alterosa, às terças-feiras, às 11h. Os contatos do programa são: questoes@funedi.edu.br, www.programaquestoes.blogspot.com, @questoes_funedi, Facebook (ProgramaQuestões) e telefones (37) 3229-3571 ou 3229-3592.
 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Lei amplia mercado para a Agricultura Familiar em Minas Gerais

Política estadual garante a compra direta do setor para diversos órgãos públicos
A agricultura familiar do Estado dispõe de mais um instrumento legal para ampliar os canais de comercialização da sua produção. A lei Nº 20.608, de 2013, institui a Política Estadual de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAAFamiliar). Os objetivos são fomentar a organização e modernização da produção, melhorar o escoamento e favorecer a aquisição dos produtos da agricultura familiar nas compras realizadas pelos órgãos públicos estaduais, ampliando o mercado de consumo da sua produção.

Segundo o superintendente de Abastecimento Alimentar e Comercialização da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Lucas Scarascia, a nova lei traz alguns diferenciais em relação às outras legislações que regulamentam a aquisição de produtos da agricultura familiar. “Além de garantir a aplicação de 30% dos recursos na aquisição direta de produtos da agricultura familiar, a produção poderá ser destinada aos diversos órgãos públicos estaduais, rede pública de educação básica e superior, entidades socioassistenciais e instituições públicas com fornecimento regular das refeições, destacando-se hospitais e unidades prisionais que, atualmente, terceirizam o serviço de alimentação”, explica.

Para a aquisição de alimentos não será necessário o processo de licitação. A compra da agricultura familiar será realizada por meio de chamada pública, desde que os preços sejam compatíveis com os de mercado e sejam adquiridos de produção do próprio agricultor. Poderá ser criado um grupo de trabalho em conjunto com a Secretaria de Defesa Social (Seds) para estabelecer os critérios de operacionalização da nova lei.

Para se enquadrar na categoria de agricultor familiar, a propriedade deve ter até 4 módulos fiscais, o trabalho deve ser executado por mão de obra predominantemente da família e a renda familiar deve ser, no mínimo, de 50% proveniente da atividade rural, dentre outros requisitos.    

Inovação

Outro ponto inovador é que o Estado passa a incluir entre os beneficiários da legislação os agricultores familiares residentes em área urbana e periurbana. O Documento de Aptidão ao Pronaf (DAP) credencia o agricultor familiar às políticas públicas direcionadas ao setor, mas ele não prevê parâmetros para incluir o agricultor urbano. Para o coordenador de Apoio à Transição Agroecológica, Eugênio Martins de Sá Resende, este é um grande desafio. “Se conseguirmos regulamentar esse procedimento, vai ser um grande avanço em relação ao que vem sendo feito em todo o país”, afirma.

A nova lei estadual ainda será regulamentada, mas vem se somar às duas legislações federais que garantem a compra de alimentos da agricultura familiar. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) tem base na lei 11.947/09, que estabelece que 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) devem ser gastos com a compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar. A agricultura familiar dispõe ainda do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que também garante a aquisição de gêneros alimentícios do setor destinados a instituições socioassistenciais e restaurantes populares, cozinhas comunitárias e banco de alimentos.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Saúde orienta sobre cuidados com a alimentação

 para evitar a intoxicação alimentar

No período de férias e com as mudanças de hábitos, é fundamental reforçar os cuidados para evitar as doenças relacionadas a alimentos e água contaminados

As doenças transmissíveis por alimentos são adquiridas pela ingestão de comida e água contaminadas por micro-organismos, toxinas ou outros agentes
As doenças transmissíveis por alimentos são adquiridas pela ingestão de comida e água contaminadas por micro-organismos, toxinas ou outros agentes
Vômitos, diarreias, dores abdominais, dor de cabeça, febre, em alguns casos, alteração da visão e olhos inchados, podem ser sintomas de intoxicação alimentar. As doenças transmissíveis por alimentos são adquiridas pela ingestão de comida e água contaminadas por micro-organismos, toxinas ou outros agentes prejudiciais à saúde.

Segundo a Diretora de Vigilância Sanitária em Alimentos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Maria Flávia Bracarense, alguns cuidados, tanto em casa, quanto nas viagens, podem ser fundamentais para a prevenção de doenças. “Ter uma boa higiene, refrigerar os alimentos adequadamente; beber somente água filtrada ou fervida; ficar atento ao rótulo e prazo de validade dos alimentos; lavar frutas e verduras antes de ingeri-los; lavar as mãos antes e depois da manipulação de alimentos; evitar o consumo de ovos, carnes, aves e pescados mal cozidos; não alimentar com produtos visivelmente alterados (cor, sabor) são medidas necessárias”, orientou.

Em Minas, foram notificados, no ano de 2012, 106 casos de surtos que ocorreram em residências ou estabelecimentos comerciais, como cozinha industrial, lanchonetes, padarias, etc. A SES-MG realiza fiscalizações para verificar as condições de armazenamento dos alimentos, manipulação, forma de preparo, higiene do local e dos manipuladores.

Para pessoas que se alimentam em restaurantes, padarias, lanchonetes, quiosques ou em outros locais, Maria Flávia recomenda também observar sempre a organização e a limpeza das instalações; as condições de higiene do estabelecimento e dos funcionários.  “Verifique se os funcionários utilizam proteção nos cabelos, se as unhas das mãos estão curtas e limpas; se os uniformes estão limpos e conservados. É preciso ficar atentos se os alimentos perecíveis, como pescados, carnes, iogurtes, entre outros, estão refrigerados na temperatura certa, se no estabelecimento há presença de moscas e sinais de outras pragas. Também é importante perguntar sobre a origem e as condições de armazenamento do gelo, se é industrializado ou elaborado a partir de água potável”, finalizou.

Em 2012, a Vigilância Sanitária Estadual realizou 52 inspeções sanitárias em estabelecimentos comerciais. Destes, seis foram interditados e abertos processos administrativos. Os demais foram feitos trabalhos educativos para as boas práticas de fabricação/manipulação e, em casos necessários, os estabelecimentos foram notificados para adequações das irregularidades.

Recongelamento de Produtos

Quando o alimento que previamente sofreu descongelamento volta a ser congelado, aumenta o risco de desenvolvimento de doenças, afinal, ao diminuir a temperatura a carga de micro-organismos continua presente, só que ficam em estado de latência, ou seja, o desenvolvimento é interrompido, mas não ocorre a eliminação dos micro-organismos ali presentes. No momento em que a temperatura voltar a se modificar é retomando o aumento do número de células. Por este motivo, o processo de recongelamento não deve ocorrer em hipótese alguma.