sexta-feira, 23 de novembro de 2012



ASA realiza 8º Encontro Nacional em Januária (MG) 


Começou na terça-feira (20) e termina hoje (23) o 8º Encontro Nacional da Articulação no Semiárido Brasileiro, o EnconAsa, na cidade de Januária (MG).

O evento reúne centenas de organizações da sociedade civil que atuam no semiárido, apoiadores, movimentos sociais, lideranças comunitárias e representantes dos governos municipal, estadual e federal.

A mesa de abertura, terça-feira, contou com as presenças de Leninha Souza, da Coordenação Executiva da ASA, Eder Melo, da Fundação Banco do Brasil, Judite Carneiro Campos, secretária de Turismo, Cultura e Meio Ambiente de Januária, Dom José Moreira, bispo da Diocese de Januária, e Edmar Gadelha, subsecretário da Agricultura Familiar de Minas Gerais.

“A ASA está enraizada na sociedade, está presente no dia a dia das pessoas via tecnologias sociais. A ASA é um exemplo não só para Brasil, mas para o mundo”, afirmou Eder Melo,  representando a Fundação Banco do Brasil.

Leninha Souza fez a fala oficial da ASA, em nome da Coordenação Executiva: “Este encontro é a síntese da coletividade que mobiliza forças para mostrar ao Brasil um semiárido diferente”. Mais à frente, continuou: “O semiárido é um território de contradições, no qual o poder hegemônico tenta dizimar milhares de iniciativas que mostram amplo leque de possibilidades de se viver com dignidade”.

De acordo com Leninha Souza, duas questões para debate e reflexão no encontro são “para onde a ASA quer ir e qual a relação com o Estado que queremos”.

A presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Maria Emília Pacheco, acompanha as atividades do evento desde a quarta-feira. Nesta sexta-feira pela manhã ela participa da mesa de debates “Relação Estado e Sociedade - Políticas de Superação de Pobreza e Miséria no Brasil”.
Saiba mais sobre o evento no site oficial: www.oitavoenconasa.org.br

Fonte: Ascom/ASA

quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Conab divulga resultado do Concurso PAA na Tela


 
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o resultado do concurso PAA na Tela, que premiou os 20 melhores filmes que retratam as experiências de associações, cooperativas e entidades beneficiadas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e pela Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) em todo o país.

Os vídeos foram produzidos pelas próprias entidades beneficiadas e a duração é de até 5 minutos cada um. Foram premiados vídeos produzidos em todas as regiões brasileiras, sendo a maioria do Nordeste: 14 da categoria PAA Doação, três de PAA Estoque e três de PGPM Extrativismo.

O prêmio, no valor de R$ 5 mil, será entregue a cada vencedor na próxima quarta-feira (28), no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no Palácio do Planalto, em Brasília. O Consea presidiu o júri da premiação.

Para conhecer os vencedores, visite o site:

Fonte: Ascom/Conab

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Campanha Brasil Orgânico será lançada na Feira de Agricultura Familiar

 
Será lançada nesta quarta-feira (21) a campanha Brasil Orgânico e Sustentável, apoiada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com o objetivo de ampliar a produção e o consumo consciente de produtos orgânicos e sustentáveis, principalmente aqueles com os selos de produtos orgânicos, da agricultura familiar, do comércio justo e solidário e com indicação geográfica. O lançamento ocorre no Rio de Janeiro, na Marina da Glória, dia de abertura da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural e Contemporâneo.

A campanha pretende levar esses produtos para as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e integra o Projeto Brasil Orgânico e Sustentável, coordenado pelo MDA. A ideia principal é fazer com que alimentos, bebidas, cosméticos e artesanato sejam vendidos em hotéis, pousadas, bares, restaurantes, supermercados e outros espaços comerciais localizados nas cidades brasileiras onde acontecerão os jogos.

Em setembro de 2012, a campanha ganhou sua entidade gestora: a Associação Brasil Orgânico e Sustentável (Abrasos), formada por agricultores familiares, setor empresarial e sociedade civil. "Empresas do setor, cooperativas e instituições de apoio e fomento relacionadas ao setor se articularam e vão participar dessa coordenação por meio da Abrasos, que reúne agricultura familiar e produção sustentável e orgânica", explica o diretor do Departamento de Geração de Renda da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA), Arnoldo de Campos.

O diretor afirma que, a partir do lançamento, a campanha terá mais agentes dividindo responsabilidades e que o MDA continuará liderando a discussão no governo federal, além de promover o diálogo com o setor privado e organizações não-governamentais.

Arnoldo destaca que a campanha vai integrar a estratégia de comunicação do governo federal para a Copa de 2014 e, por isso, ganhará reforço e participação mais ativa do Ministério dos Esportes (que coordena as atividades oficiais da Copa do Mundo) e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).

Fonte: Ascom/MDA

Entrevista

Diretor do Joslin Diabetes Center, um dos principais centros de referência do mundo em diabetes, e professor da Universidade Harvard, Enrique Caballero quer uma mudança radical: deslocar recursos do tratamento para a prevenção. "A quantia gasta com hospitais, cirurgias e diálises é imensa."
Aretha Yarak





 


"Em todo país se gastam milhões e milhões de dólares em complicações do diabetes. São gastos em hospitais, com cirurgias e diálises, por exemplo. Essa quantia gasta com as complicações é imensa, e vai levar todos os sistemas de saúde pública do mundo à falência."

O diabetes mata mais do que o câncer e o HIV juntos. Silenciosa, a doença pode apresentar os primeiros sintomas apenas 15 anos depois de seu início. Nesse estágio, a condição já apresenta complicações que variam da disfunção sexual à amputação de uma perna. Dados do Ministério da Saúde apontam que em apenas 12 anos o número de mortes em função da doença aumentou 38% — passando de 24,1 mortes por 100.000 habitantes, em 2006, para 28,7 mortes por 100.000 em 2010. A epidemia de diabetes cresce de mãos dadas com o avanço da obesidade.

De passagem pelo Brasil para participar do 30º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, que aconteceu em Goiânia entre 7 e 10 de novembro, o endocrinologista mexicano Enrique Caballero acredita que para barrar o avanço da doença é preciso que se invista em políticas de prenveção. Diretor da Iniciativa Latina para o Diabetes do Joslin Diabetes Center — um dos principais centros mundiais de referência no estudo da doença — e professor da Universidade de Harvard, Caballero afirma que o avanço da doença pode levar os sistemas públicos de saúde à falência. "Se gastam milhares e milhares de dólares com as complicações do diabetes. Claro que o paciente precisa de tratamento, mas isso não resolve. Para barrar o crescimento da doença, deve-se investir em prevenção.”

Em entrevista exclusiva ao site de VEJA, Caballero fala sobre a importância do diagnóstico precoce e faz o alerta: "Não vá ao médico apenas quando já estiver se sentindo mal. Mesmo que esteja bem, vá e peça para fazer o exame que mede os níveis de glicose no sangue. É algo simples e que pode ajudar na prevenção da doença." Caballero fala ainda sobre a necessidade de um maior envolvimento social e político nas estratégias de prevenção da doença, na importância da farmacoeconomia e sobre as perspectivas de cura do diabetes. 
O diabetes tem sido subestimado? Diabetes mata mais que câncer e HIV juntos. Quando se ouve a palavra câncer ou a palavra aids, se tem medo. Ao ouvir diabetes, normalmente se pensa apenas em evitar alguns doces. O diabetes vai matar mais, e as pessoas não sabem disso. Acredito que a doença não tem sido encarada como uma condição séria, que pode levar a muitas complicações. O diabetes é a causa número um de cegueira e de falência crônica dos rins. Ele é ainda uma das principais causas para doenças cardiovasculares e para amputações não traumáticas. Até mesmo problemas de ereção podem ser uma consequência da doença. O diabetes pode ser uma doença devastadora. É importante que as pessoas não esperem se sentir mal para ir ao médico. Vá, mesmo que esteja tudo aparentemente bem com a sua saúde, e peça um exame de sangue para medir a glicose. Quanto mais cedo a doença for identificada, mais chances de controle e de evitar complicações.

Como o senhor vê a situação do diabetes no Brasil? O Brasil está enfrentando um enorme desafio com o diabetes tipo 2. De acordo com os dados mais recentes da Federação Internacional para o Diabetes, o país é o quinto em número total de pessoas com diabetes tipo 2. Até 2030, acredita-se que o Brasil vá subir um degrau nessa lista. Mas acredito que o número de diabéticos calculado está errado. Ele deve se referir apenas às pessoas diagnosticadas, e existe muita gente que tem a doença e não sabe. E não sabe porque o diabetes é uma doença silenciosa. Pode levar até 15 anos para que os primeiros sintomas comecem a aparecer.

Por que o número de diabéticos não para de crescer? Em primeiro lugar, acredito que há uma predisposição genética para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 no Brasil. Isso acontece na população latina em geral. O Brasil combina diferentes fatores, do ponto de vista racial: há combinações de genes indígenas e negros, por exemplo. O que sabemos é que existe a resistência à insulina, e essa resistência é determinada geneticamente. Na população brasileira, as células beta [produtoras de insulina no pâncreas] tendem a ficar mais cansadas de maneira mais fácil, comparando a outras populações não latinas. Essa combinação de resistência à insulina com uma a disfunção das células beta está mantendo o diabetes tipo 2 em ascensão.

É possível reverter o crescente aumento no número de casos da doença? Acredito que sim, mas é preciso enfatizar a prevenção. Um dos problemas é que queremos trabalhar com adultos, mas é muito difícil convencer um adulto a mudar um estilo de vida que perdura por décadas. Precisamos começar mais cedo, com as crianças. Com certeza, essa não é uma solução simples e rápida. Os governos devem implementar estratégias para deixar as comunidades mais saudáveis, o que significa ajudar, de fato, as pessoas a serem mais saudáveis, a se exercitarem mais. Por isso, acho que o controle do diabetes é um problema social e político, não só uma questão de saúde.

Os tratamentos mais baratos, inclusive os distribuídos no Brasil pelo Sistema Único de Saúde, são também aqueles que mais apresentam efeitos adversos. Vale a pena usá-los? Existe uma nova maneira de olhar para isso chamada farmacoeconomia. Se você opta por oferecer o tratamento mais caro, e ele está realmente ajudando o paciente e provocando poucos efeitos colaterais, então seu custo será mais baixo a longo prazo. Isso acontece porque se previnem problemas futuros e dispendiosos, como necessidade de ida ao hospital e internações. Esse raciocínio vem sendo levado em consideração para decidir se basta olhar apenas para o custo da medicação ou para uma intervenção com prazo mais extenso. Mas isso é algo relativamente novo.

No Brasil há uma boa política para o diabetes? 
Há alguns esforços, mas eles não são suficientes. Em todo país se gastam milhões e milhões de dólares em complicações do diabetes. São gastos em hospitais, com cirurgias e diálises, por exemplo. Essa quantia gasta com as complicações é imensa, e vai levar os sistemas públicos de saúde de todo o mundo à falência. O problema é que não se investe em prevenção. Não há recursos para educar famílias e investir em programas de intervenção na comunidade. O benefício, claro, não será visto imediatamente, mas é o certo a se fazer: deslocar parte do dinheiro gasto nas complicações tardias da doença para a prevenção. É algo radical, mas é o que precisa ser feito. 

Estamos perto da cura? Um dos principais objetivos do Joslin Diabetes Center é encontrar a cura. Mas ainda não estamos lá. Tanto para o diabetes tipo 1 como para o 2, o principal problema é que as células do pâncreas se cansam, elas não trabalham muito bem. A cura para o diabetes seria encontrar uma maneira que faça com que as células do pâncreas não se cansem, ou que se seja capaz de produzir novas células. O que se pode fazer são transplantes de ilhotas [conjunto de células unidas em formato de uma esfera] para o pâncreas. Uma outra abordagem que vem sendo estudada é o uso de células-tronco, que são induzidas a se transformarem em novas células produtoras de insulina no pâncreas.

Algumas dessas técnicas já têm resultados animadores? Podemos curar o diabetes em animais com o transplante de ilhotas, porque o sistema imunológico deles não é tão sofisticado quanto o do homem. Assim, eles não destroem as novas células transplantadas. Em humanos, no entanto, essa técnica causa uma cura apenas temporária, de uns 18 meses, mas depois disso as novas células são eliminadas pelo sistema de defesa. Atualmente, os estudos caminham para a inserção dessas células em microcápsulas, que evitariam a rejeição pelo corpo. Ainda não obtivemos sucesso nisso. Em relação às células-tronco, a gente já consegue fazer com que elas se transformem nas células beta do pâncreas, que são as produtoras de insulina. Elas já têm uma estrutura perfeita, mas ainda não conseguimos fazer com que produzam insulina em resposta à chegada de glicose.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Dom Mauro Morelli pede agilidade na aprovação de projeto do deputado Arantes 

 
 




























 
 













O presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG), o bispo Dom Mauro Morelli, e o subsecretário de Agricultura Familiar, Edmar Gadelha, estiveram, na terça-feira (13/11), com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro, e o presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial, deputado estadual Antônio Carlos Arantes. Além de ser uma visita de cortesia, Dom Mauro aproveitou para agradecer a constante parceria da Assembleia nos projetos e ações que envolvem a defesa do agricultor familiar e solicitar à Casa Legislativa agilidade na aprovação do Projeto de Lei 2.352/2011, de autoria do deputado Antônio Carlos, conhecido como o Programa de Aquisição Alimentar Mineiro (PAA Mineiro). 


 O projeto prevê que o Estado deverá investir, no mínimo, 30% dos recursos destinados à aquisição de gêneros alimentícios “in natura” ou manufaturados utilizados por hospitais, creches, presídios, escolas, entidades sociais, entre outros órgãos públicos estaduais, na compra de alimentos produzidos pelos agricultores familiares.

Dom Mauro salientou que o deputado Antônio Carlos tem sido um grande parceiro na luta por uma distribuição de alimentos saudáveis e adequados à população carente e ponderou que a Assembleia precisa estar atenta à distribuição desses recursos. “Esse Projeto de Lei do deputado é fantástico, pois envolve a participação do Estado na aquisição de alimentos do produtor e os distribui para hospitais, escolas, presídios, entre outras instituições”, avaliou. 

O bispo explicou também que o projeto em si pactua com a boa qualidade do alimento. “Quanto mais próximo estiver o alimento colhido para as entidades beneficiadas que receberão aquelas frutas, verduras e legumes, melhor estará também a qualidade desse produto. Até desta forma o projeto é inteligente”, elogiou Dom Mauro.

O religioso ficou contente, pois Arantes não esqueceu as suas raízes. “Ele coloca como uma das premissas do seu trabalho a defesa dos interesses do homem do campo e das pessoas mais pobres, para que ele seja reconhecido e valorizado, para que ele tenha as condições necessárias de habitação, que ele possa escoar o seu produto. O grande desafio que temos é o trabalho do produtor surtir efeito da porteira para fora”, explanou Dom Mauro.

Edmar Gadelha ponderou também que a Assembleia tem sido parceira fundamental na defesa do agricultor familiar. “Nós temos hoje cerca de 440 mil estabelecimentos rurais de agricultura familiar no Estado com até quatro módulos fiscais e temos a informação de que em muitas dessas moradias residem mais de uma família, o que nos dá uma estimativa de 700 mil famílias  responsáveis pela produção de alimentos que chegam em nossas casas”, pontuou. Gadelha elogiou o Projeto de Lei do PAA Mineiro de Antônio Carlos que, se aprovado, irá provocar mudanças muito positivas na vida de quem depende do campo para viver. “É bom o produtor saber que o resultado do seu trabalho já estará bem encaminhado para as vendas e o projeto possibilita isto”, concluiu Gadelha.

Arantes agradeceu as palavras de apoio e reconhecimento de Dom Mauro e Edmar Gadelha e acrescentou que a luta continua. “Pedimos pessoalmente ao presidente da Assembleia, deputado  Dinis Pinheiro, que tente aprovar o projeto do PAA Mineiro ainda neste ano, pois sabemos do grande benefício que esta lei trará para o agricultor familiar”, disse Antônio Carlos. Dinis salientou, ainda, que Arantes é uma grande referência na Assembleia quando o assunto é o produtor rural e parabenizou Dom Mauro pelo seu trabalho em prol da agricultura familiar e pela luta na distribuição de alimentos saudáveis à população.