sexta-feira, 29 de junho de 2012



Entidades elaboram plataforma pelo consumo sustentável


 
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) elaborou a Plataforma dos Consumidores pelo Consumo Sustentável, que traz dez propostas de ações concretas e imediatas para mudar os padrões atuais de produção e consumo do planeta.

A plataforma, lançada durante a Rio+20, foi elaborada juntamente com organizações do Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor e da Consumers International.

Dentre as propostas, destaca-se a de “implementar políticas públicas que assegurem a soberania alimentar dos povos e alimentação saudável para todos, que considerem todo o sistema de produção, processamento, fornecimento e comercialização de alimentos, para inibir os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana causados pelo uso intensivo de agrotóxicos, transgênicos, grandes fazendas de monocultura, pela produção de alimentos industrializados de baixa qualidade nutricional e ricos em gordura, açúcar e sódio”.
Para participar da plataforma, pode-se assinar petição apoiando suas propostas. Para acessá-la, clique aqui.

Conselho de Alimentação Escolar tem novo regimento interno


O Conselho de Alimentação Escolar de Minas Gerais (CAE-MG) teve publicado nesta terça-feira (26/06), no jornal Minas Gerais, o seu novo Regimento Interno. Entre as mudanças do órgão que é responsável por garantir a adequada realização do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) de merenda escolar, estão a duplicação de representantes de cada entidade no Conselho, bem como ampliação do período de mandado dos membros, que passou de dois, para quatro anos.
“São mudanças positivas que vão contribuir para o aperfeiçoamento do nosso trabalho junto às escolas. Com um maior número de componentes, por exemplo, teremos um melhor monitoramento da qualidade da alimentação nas escolas da rede pública estadual”, explica a secretária executiva do Conselho de Alimentação Escolar de Minas Gerais, Maria Izabel Lopes da Silveira.

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Foto: Divulgação SEE" />


Antes, o Conselho possuía 14 membros em sua composição, sendo sete titulares e sete suplentes. Com a mudança no Regimento, o número de representantes das entidades que integram o Conselho passou para 28 membros, mantendo a proporção entre titulares e suplentes.  Veja o novo Regimento Interno do Conselho de Alimentação Escolar na íntegra.
O Conselho de Alimentação Escolar de Minas Gerais que tem a função de fiscalizar e assessorar, permanentemente, o destino dos recursos para alimentação escolar, é composto por representantes da Secretaria de Estado de Educação, Conselho Regional de Nutricionistas, Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, pais e alunos.


Conselho de Alimentação Escola de Minas Gerais tem outro regimento interno. Foto: Divulgação SEE
Conselho de Alimentação Escola de Minas Gerais tem outro regimento interno. Foto: Divulgação SEE
 
Conselho do Fundeb


O Conselho tem entre suas atribuições o acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, transferência e aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e da valorização dos profissionais de educação no estado. Veja aqui o novo Regimento do Fundeb.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

2/06/2012 13h52 - Atualizado em 22/06/2012 14h20

ONU publica texto final da Rio+20

Dennis Barbosa e Eduardo Carvalho Do G1, no Rio
Primeira página do texto final publicado pela ONU, com numeração e código de barras. (Foto: Reprodução) 
 
O texto final da Rio+20, intitulado "O futuro que queremos", foi publicado no site oficial da conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que termina nesta sexta-feira, 22 (leia o documento, traduzido para os idiomas oficiais da ONU: inglês, espanhol, árabe, russo, francês e chinês).
Até as 14h, o texto ainda não havia sido formalmente aprovado pelos representantes dos mais de 190 países reunidos no Rio desde a semana passada. Mas os dois principais porta-vozes da conferência, Giancarlo Summa e Nikhil Chandavarkar, confirmaram ao G1 que a versão publicada no site, com data de quinta, 21, é a final (o número oficial do documento é A/CONF.216/L.1).
A aprovação do texto está prevista para ocorrer nesta sexta.
"O Itamaraty se assegurou, costurou tudo, fechou. Já podemos usar aquilo [o documento numerado] porque eles vão adotar hoje. Já está pronto", disse Nikhil Chandavarkar, chefe de comunicação da Rio+20, ressaltando o fato de que o documento já foi traduzido. "Eles (a ONU) não traduzem à toa."
Trecho criticado por ONGs é mantidoDe acordo com Chandavarkar, em relação ao rascunho fechado na terça-feira (19), houve apenas mudanças de formatação, não de conteúdo. Foi mantido, inclusive, o trecho "com total participação da sociedade civil", que ONGs haviam pedido para ser retirado porque consideram que foram excluídas do processo de construção do documento.
"Agora o documento encerra e deve ser aprovado por unanimidade pela conferência, e será formalmente adotado", explicou Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação da ONU para o Brasil. Isso significa que a plenária de encerramento será mera formalidade - o documento permanece como está.
O propósito da Rio+20 era formular um plano para que a humanidade se desenvolvesse de modo a garantir vida digna a todas as pessoas, administrando os recursos naturais de modo que as gerações futuras não sejam prejudicadas. Se esse objetivo foi alcançado, é um tema polêmico - muitos observadores e representantes da sociedade civil acreditam que não. 
O documento prevê, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.
Mais do que ações efetivas, o documento aprovado nesta sexta-feira (21) pelos países define o início de uma série de processos de negociação, entre eles o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento de um mecanismo jurídico dentro da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Unclos, na sigla em inglês) que estabelece regras para conservação e uso sustentável dos oceanos.
PobrezaO texto estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta e recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.
Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas. 
Por atender restrições de países com visões muito diferentes, o texto da Rio+20 tem sido criticado por avançar pouco: não especifica quais são os objetivos de desenvolvimento sustentável que o mundo deve perseguir, nem quanto deve ser investido para alcançá-los, e muito menos quem coloca a mão no bolso para financiar ações de sustentabilidade. O que o documento propõe são planos para que esses objetivos sejam definidos num futuro próximo (veja abaixo um quadro com o que foi negociado).
CríticasO texto da Rio+20 recebeu críticas das próprias delegações que participaram da conferência e de organizações não-governamentais. Os negociadores da União Europeia classificaram a redação de “pouco ambiciosa” e disseram que faltam “ações concretas” de implementação das ações voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Por sua vez, antes mesmo da ratificação pelos chefes de Estado, integrantes da sociedade civil assinaram uma carta endereçada aos governantes intitulada “A Rio+20 que não queremos”, na qual classificam o texto da conferência de “fraco”.
“O documento intitulado 'O Futuro que Queremos' é fraco e está muito aquém do espírito e dos avanços conquistados nestes últimos 20 anos, desde a Rio 92. Está muito aquém, ainda, da importância e da urgência dos temas abordados, pois simplesmente lançar uma frágil e genérica agenda de futuras negociações não assegura resultados concretos”, afirma o documento, assinado por mais de mil ambientalistas e representantes de organizações não-governamentais.
A carta diz ainda que a Rio+20 passará para a história como uma conferência das Nações Unidas que ofereceu à sociedade mundial um texto marcado por “graves omissões que comprometem a preservação e a capacidade de recuperação socioambiental do planeta, bem como a garantia, às atuais e futuras gerações, de direitos humanos adquiridos.”
O documento termina dizendo que a sociedade civil não ratifica o texto da Rio+20. “Por tudo isso, registramos nossa profunda decepção com os chefes de Estado, pois foi sob suas ordens e orientações que trabalharam os negociadores, e esclarecemos que a sociedade civil não compactua nem subscreve esse documento”, conclui a carta. 
O que vinha sendo negociado
Como ficou o texto final
CBDR – sigla em inglês para Responsabilidades Comuns Mas Diferenciadas, princípio que norteia as negociações de desenvolvimento sustentável. O princípio oficializa que se espera dos países ricos maior empenho financeiro para implementação de ações, pelo fato de virem degradando o ambiente há mais tempo e de forma mais intensa.
Havia rumores de que os países ricos queriam tirar esse princípio do texto, mas ele permaneceu.
Fortalecimento do Pnuma – cogitava-se transformar o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em uma instituição com status de agência da ONU, como é a FAO (de Alimentação).
O texto prevê fortalecimento do Pnuma, mas não especifica exatamente como. O assunto deve ser resolvido na Assembleia Geral da ONU em setembro.
Oceanos – Era uma das áreas em que se esperava mais avanço nas negociações, porque as águas internacionais carecem de regulamentação entre os países.
A negociação avançou e o texto adota um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.
Meios de Implementação – questão-chave para os países com menos recursos, significa na prática o dinheiro para ações de desenvolvimento sustentável. Os países pobres propuseram a criação de um fundo de US$ 30 bilhões/ano a ser financiado pelos ricos.
Avançou pouco. O fundo de US$ 30 bilhões não virou realidade. “A crise influenciou a Rio+20”, admitiu o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago.
ODS – Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, metas a serem perseguidas pelos países para avançar ambiental, política e socialmente, eram uma das grandes cartadas para a Rio+20.

Os objetivos não foram definidos. Inicia-se apenas um processo para rascunhar quais devem ser as metas até 2013. Elas então devem ser definidas para entrarem em vigor em 2015, quando terminam os Objetivos do Milênio.

Dom Mauro discute segurança alimentar no DF


Dom Mauro destacou as políticas para crianças e adolescentes


Referência no combate à miséria e à fome, dom Mauro Morelli, presidente do Conselho de Segurança Alimentar de Minas Gerais (Consea-MG), esteve na tarde desta terça-feira (12/6), no Salão Nobre do Palácio do Buriti, para se reunir com representantes de sete secretarias de Estado do Distrito Federal. O encontro foi coordenador pela Casa Civil do Distrito Federal a fim de estabelecer a troca de experiências para a formulação de ações na área de segurança alimentar na capital da república. “O importante é que a gente consiga resultados concretos para ativar políticas públicas para quem de fato necessita”, disse Swedenberger Barbosa, secretário da Casa Civil.

Dom Mauro destacou a importância de políticas para as crianças e adolescentes. Segundo ele, para a adoção de medidas que visem à segurança alimentar, é preciso focar esforços no binômio educação e nutrição. “Sem o processo de formação e de alimentação, não é possível o desenvolvimento da criança. Ela tem de ser sujeito do processo”, disse. O religioso destacou também que o abastecimento da rede tem estar apoiado na agricultura familiar. “Quem produz comida saudável e adequada é quem produz para comer e não para vender.”

Os secretários da Criança, de Educação, de Desenvolvimento Social, de Trabalho, de Agricultura e o secretário-adjunto de Saúde apresentaram diversas ações desenvolvidas por cada pasta. Dom Mauro sugeriu a formação de um grupo, coordenado pela Casa Civil, para aprofundar o estudo das políticas de segurança alimentar, o que foi aceito por todos. Berger definiu, então, a criação do grupo e marcou novas reuniões para o próximo mês.

Segundo Berger, é preciso tornar conhecida a dimensão dos projetos apresentados pelas secretarias. “Precisamos dar o salto para que isso seja identificado como política de Estado”, afirmou o secretário da Casa Civil. Cada órgão indicou um representante para participar do grupo e terá de elaborar material detalhado sobre as ações para servirem de base para as próximas discussões.


Estiveram presentes:
Dom Mauro Morelli, presidente do Conselho de Segurança Alimentar de Minas Gerais (Consea-MG)
Swedenberger Barbosa, secretário da Casa Civil
Rejane Pitanga, secretária da Criança
Denilson Borges, secretário de Educação
Daniel Seidel, secretário de Desenvolvimento Social
Lúcio Taveira Valadão, secretário de Agricultura
Washington Luiz Sousa Sales, secretário interino de Trabalho
Elias Miziara, secretário-adjunto de Saúde
Última atualização ( Sex, 22 de Junho de 2012 14:38 ) 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Seminário sobre agricultura familiar é realizado em Divinópolis

Será realizado nesta quarta-feira (20) durante todo o dia, no teatro Usina Gravatá em Divinópolis, no Centro-Oeste, o 2º seminário de agricultura familiar e segurança alimentar. A programação inclui seis palestras e toda população pode participar. O objetivo do encontro é apresentar aos agricultores alternativas para a sustentabilidade e o fortalecimento da gestão das propriedades rurais. Outras informações pelo telefone (37) 3222-4372.

Câmara dos Deputados instala Subcomissão de Segurança Alimentar

 

Data: 18/06/2012

 

Foi instalada no último dia 13, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados (CSSF) a Subcomissão Especial sobre Segurança Alimentar. O requerimento para a criação do colegiado é do deputado federal Padre João (PT-MG).

O objetivo é avaliar os avanços e desafios das políticas públicas sobre Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil. Dentre as metas, estão a proposição de mecanismos e instrumentos que possam aperfeiçoar estas políticas; e de iniciativas que promovam a proteção e a realização do direito humano à alimentação adequada e saudável no país.

Nos trabalhos da Subcomissão estão previstos a realização de audiências públicas — a primeira seria intitulada “Os órgãos federais e a política de Segurança Alimentar e Nutricional – Balanços e Perspectivas” —, a implantação de grupo de trabalho e apoio técnico composto por membros das assessorias parlamentares, dentre outros.

“Atuaremos para a análise das políticas e avaliação dos processos de apoio à produção, a comercialização e ao consumo e acesso aos alimentos e à água em quantidade, qualidade e regularidade suficientes, que possam garantir a melhoria condições de vida da parcela mais vulnerável da população brasileira”, explica o deputado.

Serão contatados para parceria nos trabalhos os Ministérios de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, do Meio Ambiente e da Pesca e Aquicultura; o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Ministérios Públicos Estaduais e Federal; Universidades; entidades representativas sociais, como a Via Campesina; dentre outros. Os trabalhos da Subcomissão durarão por três meses, com a possibilidade de prorrogação por mais 90 dias.

Fonte: Ascom Pe João
Patrulha contra a obesidade será lançada nas
escolas municipais de BH

Patrulha contra a obesidade será lançada nas escolas municipais de BH Lei sancionada pelo prefeito prevê a criação de programa para conter o sobrepeso infantil em Belo Horizonte. Pesquisa revela que 15% dos alunos da rede municipal estão gordos



Patrícia Giudice
Publicação: 19/06/2012 06:00 Atualização: 19/06/2012 06:46






Depois do Programa Saúde na Escola, implantado em 2008 a partir de parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Educação, e da Lei 18.372, de 2009, que proibiu a venda de alimentos com excesso de gordura nas cantinas das escolas, Belo Horizonte ganha mais uma lei para tentar diminuir o peso das crianças e adolescentes. Pesquisa feita em 2011 revelou que 15% dos alunos da rede municipal têm massa corporal acima do recomendado. Desta vez, dentro de 180 dias, a prefeitura, conforme determina o texto da Lei 10.488, sancionado pelo prefeito Marcio Lacerda e publicado no sábado no Diário Oficial do Município, terá que criar o Programa Municipal de Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes. De acordo com a coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Márcia Parizzi, todas as ações previstas na lei já são desenvolvidas no município. “Acredito que é uma forma de dar visibilidade à importância da prevenção da obesidade e do tratamento, para que a população se sensibilize com o problema”, afirmou.

O texto prevê atendimento para pessoas com idade até 18 anos e ações educativas que promovam a alimentação saudável e as consequências da obesidade nas escolas e nos postos de saúde junto às equipes de saúde da família. Os agentes comunitários, por exemplo, devem, ao identificar uma criança acima do peso, encaminhá-la para tratamento na rede pública. Segundo o presidente do comitê de Endocrinologia Pediátrica e professor da UFMG, Antônio José das Chagas, o fundamental é que a lei saia do papel. “São muitas leis que muitas vezes não são colocadas em prática”, afirmou. Para ele, é preciso ter nas escolas e por meio de campanhas a orientação de mães e pais sobre a importância da alimentação. “As mães levam para casa alimentos muito calóricos e isso, junto com o estilo de vida, com crianças presas dentro de casa, tem elevado a obesidade. O problema só será resolvido se a família estiver orientada e mudar os hábitos.”

ALERTA

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que serviram de base para que a Secretaria Municipal de Saúde identificasse o percentual de alunos obesos, revelam que o excesso de peso atinge mais de 30% das crianças com idade entre 5 e 9 anos e 20% dos jovens entre 10 e 19 anos no país. Para o endocrinologista, é importante não ter alimentos gordurosos na escola, mas o problema é mais evidente dentro de casa. E faz um alerta: “As mães precisam entender que a obesidade é uma doença crônica grave, não é brincadeira e não vem sozinha. Ela predispõe a criança a aparecer com colesterol alto, pressão arterial alta, diabetes, problemas nos rins, fígado, aparelho locomotor, a pele fica com estrias, a perna fica torta. É preciso corrigir os maus hábitos alimentares”.

A nova lei impõe que as famílias das crianças e adolescentes sejam informadas sobre a situação de saúde dos filhos e que sejam feitas ações coletivas no serviço público. “Fazemos discussão de casos e, quando necessário, fazemos trabalhos em grupo para sensibilização de mães e crianças”, afirmou Márcia Parizzi. Ao todo, são 48 núcleos de apoio à família na cidade com nutricionistas e outros profissionais. Para ela, os pais estão mais preocupados, mas têm hoje uma jornada de trabalho pesada, o que dificulta a condução de um tratamento. “Eles não vão em casa, não almoçam com os filhos. É preciso acompanhar, escutar os pais nas suas dificuldades, caso a caso, para que seja feita uma orientação adequada”, disse a coordenadora. Segundo ela, as 12,3 mil crianças, ou 15%, identificadas nas escolas municipais com sobrepeso estão sendo encaminhadas para os centros de saúde para tratamento.


PALAVRA DE ESPECIALISTA: ALINE CARVALHAIS, NUTRICIONISTA DO INSTITUTO MINEIRO DE ENDOCRINOLOGIA

 (Túlio Santos/EM/D.A Press - 30/9/11)
Pais vêm ao consultório em busca de um milagre”
“Vejo que as mães hoje estão mais preocupadas, mas ajudando pouco. Elas, quando veem a criança acima do peso, com a pressão ficando alta, vêm ao consultório em busca de um milagre, mas elas mesmas têm hábitos inadequados. O ideal é que as crianças tenham uma alimentação saudável desde cedo e que os pais evitem premiá-las com doces e evitem adoçar as primeiras refeições para que ela não acostume o paladar. É preciso incentivar alimentos diferentes e que a família dê bom exemplo. Quanto às escolas, acho que muitas estão preocupadas apenas em mostrar trabalho, ou seja, querem apenas dar uma satisfação. Se elas estivessem preocupadas, não precisava haver lei.”


O QUE DIZ A LEI

– Estimular e desenvolver ações educativas voltadas para a alimentação saudável nas escolas
– Realizar exames para diagnóstico do sobrepeso ou predisposição à obesidade por profissionais do programa Saúde da Família
– Elaboração, por nutricionista, do cardápio das refeições servidas nas escolas municipais
– Incentivar a prática de exercícios físicos
– Inclusão no conteúdo das aulas de temas relativos à importância da alimentação saudável0
– Cessão de espaço para palestras e outras atividades destinadas a informar e conscientizar crianças, adolescentes e seus pais sobre o problema
– Em caso de identificação de sobrepeso pela escola ou agentes de saúde, informar os pais para que compareçam ao serviço de saúde para consulta e exames necessários
– Garantir atendimento clínico multiprofissional individualizado para crianças e adolescentes

segunda-feira, 18 de junho de 2012


CONSULTA PÚBLICA


O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com apoio de outros parceiros solicita a sua contribuição para a consulta pública online do “Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas”, que tem como objetivo receber contribuições de diferentes atores sociais na construção deste documento. Para contribuir acesse o link http://fs.unb.br/opsan/consulta-publica/, a consulta está disponível desde o dia 05 de junho e vai até o dia 30 de junho.

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Vila da Agricultura Familiar na Superagro 
traz a BH produtos do campo



Atividade de destaque no Estado, a agricultura familiar responde por expressiva produção agrícola, reunindo aproximadamente 1,2 milhão de pequenos agricultores. A Superagro 2012 é uma oportunidade de apresentar esses produtos para consumidores e empresas de atacado e varejo. Na Vila da Agricultura Familiar, espaço especialmente destinado ao setor, os agricultores poderão realizar novos negócios, ampliando sua participação no mercado.

Para o público, a Vila traz a oportunidade de conhecer, degustar e comprar as delícias do campo, algumas revisitadas em receitas que valorizam a cultura e a culinária mineira. Destaque para os produtos do agroextrativismo, que serão inclusive matéria-prima para as receitas da Cozinha Experimental, em nove oficinas destinadas ao público e aos produtores. 

Uma das novidades desta edição é o destaque de alguns produtos em ilhas individuais, reunindo produtos orgânicos, queijos, agroindústria e agroextrativismo. As reservas indígenas das tribos maxacali e tapajós de Carmésia, Ladainha, Açucena e Santa Helena apresentarão peças em artesanato, bijuterias e objetos de decoração.  Além disso, a vila contará com a participação da Cooperativa dos Piscicultores do Alto Médio São Francisco, de Morada Nova, que produzem filé de peixe. Será realizado na vila, ainda, o 6º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal.

A ilha destinada aos produtos do agroextrativismo apresentará ainda uma sorveteria, que vai utilizar alguns frutos do cerrado como coquinho azedo, pequi, cagaita e cajá-manga. Pouco conhecidos para os paladares urbanos, os produtos e sabores apresentados na vila prometem cair no gosto de todos os mineiros e incorporar mais um pouco do campo à capital.

A Vila da Agricultura Familiar terá a produção de cerca de 200 produtores de diversas regiões, distribuídos entre os 42 estandes que compõem a vila - quase o dobro do ano anterior. “Todos os produtores representados possuem a Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP), requisito que os caracteriza como agricultores familiares e fornece subsídios para a atividade. Isso permite também que seus produtos sejam registrados e tenham alvará sanitário, uma garantia de segurança alimentar”, informa a Assessora Técnica da Subsecretaria de Agricultura Familiar, Ignes Botelho. Os agricultores participarão também das palestras técnicas “Novas Regras para Habilitação Sanitária na Agricultura Familiar” e “Agricultura Familiar e o ICMS em Minas Gerais”.

“A participação num evento do porte da Superagro é uma demonstração da mudança de visão que tem ocorrido na produção dos agricultores familiares. Mais que propiciar e estimular o mercado, é uma oportunidade de apreciação e valorização do produto pela sua qualidade e valor nutritivo. Isso, consequentemente, gera negócios futuros”, enfatiza Ignes.

A Vila da Agricultura Familiar acontece entre 7 e 10 de junho, no Pavilhão Expominas, dentro da programação da Superagro 2012. A Superagro será realizada de 3 a 10 de junho, no complexo Parque de Exposições da Gameleira /Expominas, em Belo Horizonte.  A realização é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae-MG.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dom Mauro visita prefeito de Divinópolis e
 discute projeto de descentralização do CONSEA-MG 





O presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (CONSEA-MG), Dom Mauro Morelli, se reuniu na última quinta-feira (dia 31 de maio), com o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo. O encontro aconteceu no gabinete e contou com a participação dos             secretários municipais de Governo, Antônio Luiz Arquetti Faraco Júnior; de Agronegócios, Paulo Sérgio de Oliveira Marius; de Desenvolvimento Social, Paulo Sérgio dos Prazeres, da conselheira regional Regina Bicalho, entre outras autoridades.


Dentre os assuntos os assuntos discutidos estavam o centenário de Divinópolis, que contou com uma vasta programação e ainda o projeto de descentralização do CONSEA-MG por do plano de desenvolvimento regional com o eixo na segurança alimentar e nutricional sustentável.
Dom Mauro reforçou a necessidade de assegurar aos cidadãos o direito à alimentação adequada. “Minas Gerais é muito rica na composição de população e nos biomas regionais, e devemos alimentar-nos de acordo com aquilo que nos é dado pela natureza onde vivemos. Então, todo programa que trabalha o local, o regional e proporciona diálogo entre famílias e instituições sociais tem mais credibilidade, exequibilidade e relevância”, disse dom Mauro Morelli.


                                                                                                                                            



Mobilizações em todo o mundo marcarão
 Dia do Meio Ambiente


O grande ensaio-geral para a Cúpula dos Povos está chegando. No Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), diversas ações serão realizadas em todo o mundo em defesa dos bens comuns e contra a mercantilização da natureza.

No Rio de Janeiro, duas mobilizações da Cúpula dos Povos já estão confirmadas. Às 13h, a concentração ocorrerá em frente à sede do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na Avenida Venezuela 110 – Praça Mauá. Às 16h30, outra manifestação está marcada em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), na Avenida Marechal Câmara 210 – Centro. Na Cinelândia, entre 13h30 e 15h30, também ocorrerão diversas intervenções promovidas por organizações que integram a Cúpula.

Nos Estados Unidos, manifestações em diversos estados irão pressionar os negociadores do país escalados para a Rio+20, “a defenderem os direitos do povo americano e não de Wall Street”. Também irão se posicionar “por uma verdadeira economia verde, e contra uma economia pintada de verde”.

Também ocorrerão ações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente no México, em países da Europa e demais países da América do Sul. Mais informações sobre essas manifestações estarão no site da Cúpula dos Povos (www.cupuladospovos.org.br).

Fonte: Cúpula dos Povos