Conselho de Segurança Alimentar toma posse

José Francisco Garcia foi reeleito e vai presidir o Conselho pela segunda vez, representando o Comitê Cidadania Contra a Fome
Robson Gomes dá posse ao Conselho: “Ações em favor da melhoria de vida daqueles que mais necessitam”

IPATINGA - O Conselho Municipal de Segurança Alimentar Nutricional Sustentável de Ipatinga (Consea) tomou posse na última terça-feira (27) para o mandato 2012/2014. A solenidade foi presidida pelo prefeito Robson Gomes da Silva (PPS) na sala de reuniões da Prefeitura de Ipatinga. José Francisco Garcia foi reeleito e vai presidir o Conselho pela segunda vez, representando o Comitê Cidadania Contra a Fome. Como vice foi empossada Alessandra Araújo de Vasconcelos indicada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater) e como secretária Executiva Lúcia das Neves Fernandes, da Secretaria Municipal de Assistência Social.
A secretaria Geral foi assumida por Lucigrei Nunes de Souza (representante da Associação Habitacional) e a vice-secretaria, por Thiago Silva de Araújo (da Secretaria Municipal de Saúde).

VISITA

Durante a solenidade, Robson Gomes disse que o Conselho “é um instrumento que possibilita garantir ações em favor da melhoria da vida daqueles que mais necessitam da segurança alimentar” e conclamou a todos os conselheiros a “ampliarem a interlocução entre a sociedade e o governo em busca deste objetivo”.
Ontem (28), o presidente Francisco Garcia liderou uma visita dos conselheiros às instalações do PAA, rua Pedras Bonitas 160, bairro Iguaçu, e ao Restaurante Popular, rua Aimorés s/n, Centro, para “comprovação do acesso regular e permanente à alimentação de qualidade e em quantidade suficiente para todos”, como assegura o novo presidente do Consea.

COMPOSIÇÃO
O Conselho Municipal de Segurança Alimentar é constituído por um terço de membros governamentais e dois terços da sociedade civil. Também tomou posse a Comissão Fiscalizadora do Consea, constituída por Amantino Onésimo de Freitas (Sesuma), Elizabeth Moraes dos Reis (Grupo de Apoio aos Soropositivos-Gasp) e José Eudes Chaves Gandra.
Os demais membros foram indicados pela Secretaria Municipal de Educação, Caixa Econômica Federal, Sindicato dos Produtores Rurais, Faculdade Pitágoras, Central de Movimentos Populares, Associação Comercial (Aciapi), Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano, Sociedade São Vicente de Paula, Aliança Espírita, Igrejas Evangélicas de Ipatinga, Associação das Feiras Livres e Clube de Operadores de Rádio PX Coringa.

Senado discute Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos



Uma audiência pública, realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, discutiu, no dia 22 de março, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os dados mais recentes do Programa apontaram que 28% das amostras analisadas estavam insatisfatórias. As principais irregularidades verificadas foram: presença de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada ou teores de resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados.

Durante a audiência, o gerente geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, ressaltou que o Para tem se firmado com uma ferramenta importante para auxiliar os gestores de saúde na tomada de decisões relacionadas a agrotóxicos. “O programa trabalha para que a qualidade dos produtos que chegam à mesa dos brasileiros seja a melhor possível. A presença de resíduos de agrotóxicos pode representar um risco”, afirmou Meirelles.

No mesmo sentido, a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Karen Friedrick, demonstrou preocupação com o impacto dos agrotóxicos na saúde da população. “Tão perigoso quanto os casos de intoxicação aguda são os efeitos crônicos, que aparecem a longo prazo, após ingerirmos pequenas doses, presentes em alimentos e na água que bebemos”, expôs Karen.

De acordo com o representante da Confederação Nacional de Agricultura, Alécio Maróstica, é preciso que os alimentos “saiam das propriedades com responsabilidade técnica e cheguem às gôndolas com responsabilidade técnica”. Em discurso, Maróstica fez relação entre os problemas de contaminação por agrotóxicos e a origem do receituário agronômico. Além disso, defendeu a responsabilidade dos agrônomos na produção de alimentos.

Já para o representante da Campanha Permanente Contra o Agrotóxico, Cleber Folgado, o uso de agrotóxicos tornou-se um assunto de saúde pública. “A partir do momento em que o Brasil se firmou como o maior mercado mundial de agrotóxicos, em 2008, a questão dos agrotóxicos deixou de ser só uma questão de agricultura e se tornou um problema de saúde pública, ainda mais com a ligação dos resíduos com surgimento do câncer”, explicou Folgado.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
 

ASA incentiva trabalho da mulher na produção de alimentos



Uma das filosofias do trabalho da Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA) é valorizar a atuação da mulher como produtora de alimentos. De acordo com a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO), entre 60% e 80% da produção de alimentos nos países do Hemisfério Sul recai sobre as mulheres.

Por isso, quando foi concebido o “Programa Uma Terra e Duas Águas”, foram criados mecanismos para que os espaços produtivos sejam estabelecidos em áreas de domínio feminino, como o quintal de casa. As cisternas-calçadão são acompanhadas pelos quintais produtivos, onde se cultivam hortaliças, plantas medicinais, árvores frutíferas para dar sombra e frutos e criam-se animais soltos no terreiro.

“A ASA trabalha tanto na ampliação da lógica do armazenamento da água, como da produção do alimento e na preparação da refeição, atribuições socialmente construídas para as mulheres. Ao focar no espaço ao redor de casa para o cultivo de alimentos, o P1+2 empodera a mulher que cuida dele. O quintal produtivo é um dos lugares mais ricos de biodiversidade da agricultura familiar e as mulheres são suas guardiães”, ressalta Antônio Barbosa, coordenador do P1+2.

No ano passado, a FAO divulgou dados que atestam a importância da mulher na produção de alimentos em todo o mundo. As informações constam no relatório “O Estado da Alimentação e da Agricultura 2010-11 - Mulheres na Agricultura, Redução da Desigualdade de Gênero para o Desenvolvimento”. O relatório pressupõe que se houvesse uma distribuição mais equitativa dos bens, insumos e serviços agrícolas entre homens e mulheres, a produção de alimentos no mundo poderia crescer de 2,5% e 4%.

“Além disso, uma expansão da produção agrícola dessa magnitude poderia reduzir o total de pessoas subnutridas no mundo de 100 a 150 milhões de pessoas, dentro de um universo de quase um bilhão de pessoas”, destaca um artigo sobre o relatório escrito por Alan Bojanic, oficial a cargo da representação da FAO na América Latina e no Caribe, e Gustavo Anriquez, economista da FAO.

O artigo ressalta também que o empoderamento da mulher traz como consequência a melhoria de indicadores de bem-estar familiar, como alimentação e educação. “Isso não acontece somente por causa da receita adicional, mas porque — como tem sido demonstrado em muitos estudos de caso onde as mulheres controlam uma maior parte do orçamento familiar – a proporção dos gastos com alimentação, saúde e educação tende a aumentar significativamente”, destaca o documento.

Fonte: Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA)
 

O que são alimentos transgênicos e quais os seus riscos



O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou em sua página na Internet uma reportagem sobre o que são alimentos transgênicos e quais são os riscos à saúde e à vida.  

Segundo a publicação, transgênicos “são alimentos modificados geneticamente com a alteração do código genético, isto é, é inserido no organismo gene proveniente de outro. Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes (inserção de um gene de um vírus em uma planta, por exemplo). O procedimento pode ser realizado com plantas, animais e micro-organismos”.

Os transgênicos, segundo a reportagem, apresentam riscos à agricultura, à saúde e ao meio ambiente. 

Riscos para agricultura: as espécies transgênicas são protegidas por patentes; o agricultor terá de pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. A consequência imediata é o aumento da dependência do agricultor em relação às empresas transnacionais do setor. Há também o risco de contaminação por meio de insetos ou do vento.

Riscos para saúde: são vários e graves os riscos potenciais, tendo os cientistas apontado como os principais deles: aumento das alergias; aumento de resistência aos antibióticos; aumentos das substâncias tóxicas; maior quantidade de resíduos de agrotóxicos.

Riscos para o meio ambiente: são muitos os perigos que os transgênicos podem oferecer ao meio ambiente. A inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos faz com que as pragas e as ervas-daninhas (inimigos naturais) desenvolvam a mesma resistência, tornando-se "superpragas" e "superervas".

“Para o Brasil, detentor de uma biodiversidade ímpar, os prejuízos decorrentes da poluição genética e da perda de biodiversidade são outros graves problemas relacionados aos transgênicos”, conclui o estudo.
Clique aqui para ler o documento na íntegra.

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)


Celíacos tem evento internacional no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro recebe em maio o Congresso Internacional de Nutrição Especializada & Expo Sem Glúten, um evento realizado para divulgar os benefícios de uma alimentação isenta de glúten e de alimentos alergênicos para celíacos.

O encontro acontece nos dias 25 e 26 de maio no Centro de Convenções Bolsa Rio, no Rio de Janeiro (RJ). O evento é constituído de três atividades distintas: congresso, workshops e exposição de produtos sem glúten.

No congresso serão discutidas as bases científicas e as inovações no tratamento da doença celíaca, da alergia alimentar e da sensibilidade ao glúten. Nos workshops serão desenvolvidas oficinas que demonstrarão, de maneira prática, o planejamento e a elaboração de pratos funcionais, hipoalergênicos e sem glúten.

Já na exposição, que será aberta ao público em geral, as pessoas tomarão conhecimento de produtos hipoalergênicos e sem glúten existentes no mercado, através de seus fabricantes ou distribuidores e poderão degustar os produtos ali exibidos.

A programação aborda diversos aspectos da doença celíaca e das alergias alimentares que são do interesse de nutricionistas, médicos e de outros profissionais de saúde, além de estudantes, empresários e administradores dos ramos de hotelaria, restaurantes, lanchonetes, panificadoras e afins.

O congresso é uma realização conjunta do Centro Brasileiro de Apoio Nutriconal (CBAN), Associação de Celíacos do Rio de Janeiro (Acelbra-RJ) e Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra).

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 3123 4597 ou (21) 7725 7968, endereço eletrônico contato@unicongressos.com.br ou site www.exposemgluten.com.br.
Fonte: Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra)

Conselho de Segurança Alimentar apoia projeto de piscicultura em Teófilo Otoni


Parceria com Secretaria de Defesa Social visa garantir ressocialização de detentos



Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças


O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), está elaborando um levantamento sobre as entidades carentes beneficiadas pelo projeto de piscicultura, que será instalado na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

Nos dias 26 e 27 de março, os técnicos da Seds e do Conselho de Segurança Alimentar deverão fazer nova visita à penitenciária para dar continuidade aos estudos para a implantação do projeto de piscicultura. A primeira visita aconteceu em 29 de fevereiro, com a participação de representantes do Consea-MG, do Ministério da Pesca Aquicultura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Emater, além da Seds.

Com esse sistema, cerca de 200 presos deverão ser beneficiados, tanto com a capacitação – que será oferecida pela UFMG – quanto para remissão de sua pena. A cada dia trabalhado, será descontado um dia de sua pena. Com mais de 30 anos de funcionamento, a Penitenciária de Teófilo Otoni é uma das unidades prisionais mais antigas do Estado e abriga, hoje, cerca de 300 detentos.

O assessor técnico do Consea-MG Gildázio Santos lembra que a parceria com a Penitenciária de Teófilo Otoni é baseada na lei 15.982/2006, que trata do apoio às ações integradas dos órgãos governamentais e das organizações da sociedade civil envolvidos na promoção da alimentação saudável e de combate à fome e à desnutrição.

“A nossa visita à penitenciária, juntamente com as instituições parceiras, reflete o compromisso com o fortalecimento das políticas de segurança alimentar e nutricional sustentável. É uma experiência exitosa e que beneficia não só os sentenciados, mas também pessoas carentes da região, dando a eles o direito humano à alimentação adequada”, acrescentou.

De acordo com o diretor-geral da unidade, Ademílson Rodrigues Jardim, a instituição oferece uma série de atividades com o intuito de ressocialização dos sentenciados. “Nosso objetivo é prepará-los para a reintegração à sociedade. Para isso, oferecemos oficinas de artesanato, alfaiataria, horticultura, jardinagem, bovinocultura, suinocultura, assim como trabalhos na lavanderia e serviços gerais. Queremos oferecer oportunidades a eles”, explicou Ademílson.

Nessas atividades, cerca de 250 crianças e 25 idosos são beneficiados. É que toda a produção da penitenciária é doada a quatro instituições de caridade de Teófilo Otoni. Já os artesanatos são entregues às famílias dos presos para que possam ser vendidos, o que representa um importante meio de complemento de renda.

Além dos setores de trabalho e produção, a Penitenciária de Teófilo Otoni possui ainda uma escola com capacidade para atender a 150 presos, com a aplicação do Sistema de Educação de Jovens e Adulto (EJA), voltado ao ensino fundamental e médio.

Abrangência

Atualmente, cerca de 12 mil presos trabalham em diversas atividades em todo o Estado nas oficinas de marcenaria, fabricação de produtos eletrônicos, piscicultura, hortas, caprinocultura, suinocultura, artesanatos, entre outros. O objetivo, segundo o diretor de trabalho e produção da Sape, Guilherme Augusto Alves Lima, é retirar o detento da ociosidade, incentivando atividades profissionais que irão favorecê-lo, tanto no cumprimento da pena quanto na reinserção social.

“Além disso, há uma preocupação com a questão social. Toda a produção de alimentos é doada às entidades carentes da região onde estão localizadas as penitenciárias. Nesse sentido, o Consea-MG tem papel fundamental para articular e apontar as instituições e entidades que receberão os produtos”, comentou.

Segundo Guilherme, após a implantação dessas oficinas, pôde-se observar que uma mudança de comportamento. “Os sentenciados têm buscado uma profissionalização, não ficam utilizando seu tempo para planejar fugas. Tivemos também uma queda considerável de utilização de medicamentos e de atendimentos psicológicos”, explicou.

Essas oficinas, de acordo com Guilherme, não oneram o Estado, já que o custo dos produtos é baixo. “Na piscicultura, por exemplo, o governo doa a ração e os alevinos. A UFMG oferece a capacitação e temos outros parceiros que também nos auxiliam nesses programas”, ressaltou.

Piscicultura

Minas Gerais é o primeiro Estado do país a produzir peixes dentro de uma unidade prisional. A iniciativa começou no ano passado, no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. A previsão é de que outras penitenciárias serão beneficiadas com o projeto, dentre elas Governador Valadares, duas em Ribeirão das Neves e uma em Ponte Nova.

Nos dias 29 e 30 de março será realizada uma reunião, em Governador Valadares, para discutir a implantação do programa de piscicultura, com o intuito de beneficiar mais de 200 sentenciados. Os pescados são mantidos em criatórios, localizados dentro das áreas de responsabilidade das unidades prisionais. Quando os peixes atingem o peso ideal para pesca, são doados a instituições indicadas pelo Consea-MG.

BOLETIM INFORMATIVO CONSEA-MG/EDIÇÃO 12


MPA faz mapeamento do consumo de pescado nas escolas públicas brasileiras


 
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), com o apoio do Ministério da Educação, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), lança hoje (19/03) um instrumento de pesquisa para mapear o consumo de pescado nas escolas de todo o Brasil. O resultado do trabalho servirá de base para formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva e comercial do pescado no âmbito institucional, bem como de estímulo ao consumo de pescado pelos alunos da rede pública de ensino.

Esse mapeamento será feito durante os meses de março e abril junto às Secretarias de Educação Estaduais e Municipais e às Escolas Federais. A meta para 2012 é aumentar a adesão à pesquisa por parte dos responsáveis pelo preenchimento do formulário, nutricionistas e responsáveis técnicos que integrem o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Desse modo, foi elaborada uma campanha de divulgação da pesquisa junto aos órgãos de educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), para que seja possível obter o maior número possível de respostas.

O preenchimento será realizado através do link http://sisform.mpa.gov.br/limesurvey/ ou pelo site do MPA, por meio de questionário eletrônico, visando maior praticidade e retorno por parte dos nutricionistas e responsáveis técnicos pela alimentação escolar. Os profissionais terão até o dia 30 de abril para enviar suas respostas.


Alimentos biofortificados serão introduzidos

na alimentação escolar em Minas Gerais

Alimentos biofortificados serão introduzidos na merenda escolar em MG

16/03/12 - 15:46 

Cerca de 50 mil crianças da rede municipal de ensino da cidade de Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata mineira, poderão ser beneficiadas com a introdução de produtos biofortificados na merenda escolar. No total, serão atendidas 129 escolas, sendo 16 localizadas na zona rural, e 39 creches que receberão alimentos como milho, feijão, mandioca e batata-doce com altas concentrações de ferro, zinco e vitamina A.

"Nossa meta é levar as sementes para que os agricultores da região possam multiplicá-las e oferecermos esses alimentos às escolas a partir da próxima safra", explica Airdem Gonçalves de Assis, secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "Por meio de projetos sociais, como o 'Compra Direta do Agricultor Familiar', poderemos estimular o cultivo de produtos biofortificados, beneficiando agricultores familiares e a população de baixa renda", diz.

O primeiro contato com os produtos biofortificados, segundo o secretário, foi viabilizado por um informativo da Embrapa destinado aos seus funcionários, o jornal "Folha da Embrapa". "Li uma matéria sobre esses alimentos e fiquei muito interessado em levar a tecnologia para o município. Procurei a pesquisadora Marília Nutti (Embrapa Agroindústria de Alimentos; coordenadora do projeto) e fui orientado a procurar a Embrapa Milho e Sorgo, que também está instalada em Minas Gerais", conta.

Uma reunião realizada em Sete Lagoas na última terça-feira, 13, viabilizou a parceria. Técnicos extensionistas da Emater-MG das áreas de agricultura e bem-estar social e agrônomos da secretaria municipal de Agricultura de Juiz de Fora acompanharam a visita do secretário à Embrapa Milho e Sorgo e as primeiras ações já começaram a ser colocadas em prática: serão multiplicadas sementes do milho BR 473, com proteína de alto valor nutricional, o feijão BRS Pontal, as cultivares de mandioca BRS Jari e BRS Gema de Ovo e a batata-doce BRS Beauregard, todos esses produtos com maiores concentrações de nutrientes.

SOBRE O PROJETO - O projeto de biofortificação de alimentos - BioFORT - trabalha o melhoramento genético convencional de alimentos básicos como arroz, feijão, milho, mandioca, feijão-caupi, batata-doce, abóbora e trigo. O objetivo é obter alimentos com maior teor de ferro, zinco e pró-vitamina A para combater a anemia e a deficiência dessa vitamina que podem ocasionar baixa resistência do organismo e problemas de visão.

Em sete anos, pesquisadores de 11 Unidades da Embrapa já conseguiram cultivares de mandioca e de batata-doce com altos teores de betacaroteno (pró-vitamina A) e arroz, feijão e feijão-caupi com maiores teores de ferro e zinco. Aos poucos, essas variedades estão chegando aos roçados das comunidades rurais e escolas de Sergipe, Maranhão e Minas Gerais. Produtos derivados e embalagens que conservam os nutrientes também estão sendo desenvolvidos. Ainda este ano há a previsão de lançamento de uma cultivar de milho com maiores concentrações de vitamina A.

O BioFORT está ligado aos programas HarvestPlus e AgroSalud que formam e financiam redes internacionais de pesquisa em biofortificação de alimentos na América Latina, Ásia e África. O BioFORT é coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) e conta com as seguintes Unidades da Empresa: Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás-GO), Cerrados (Planaltina-DF), Semi-Árido (Petrolina-PE), Soja (Londrina-PR), Hortaliças (Brasília-DF), Meio-Norte (Teresina-PI), Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas-BA), Trigo (Passo Fundo-RS) e Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE).

Mais informações: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo, Unidade da Embrapa, vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento): (31) 3027-1272 ou nco@cnpms.embrapa.br .




RedeNutri convida docentes
para fórum de debates

A Rede de Nutrição do Sistema Único de Saúde (RedeNutri) convida os docentes das disciplinas da área de Nutrição em Saúde Coletiva a se inscreverem em seu espaço de debates. O objetivo é de fomentar um fórum de discussões e troca de experiências.

A RedeNutri  é uma rede social composta por profissionais, estudantes, pesquisadores, profissionais e gestores envolvidos com o tema da alimentação e nutrição. Ela conta com quase cinco mil participantes, e tem como missão ser um espaço para problematização, formulação e troca de experiências relacionadas à implementação das diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A criação de um espaço permanente de debate sobre a alimentação e nutrição, como determinante social da saúde e componente do desenvolvimento de políticas públicas intersetoriais, é um dos seus objetivos principais.

O comitê gestor é composto pela Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN), Departamento de Atenção Básica (DAB),  Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)  do Ministério da Saúde (MS), além  da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN) da Universidade de Brasília (UnB).

Para se inscrever na rede Nutri acesse http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php, e faça seu cadastro no link “registrar-se”.

A RedeNutri  formará um fórum restrito para docentes sobre “Formação em Nutrição em Saúde Coletiva”. Para solicitar participação neste fórum, basta enviar e-mail para redenutri@unb.br.

Após fazer sua inscrição, você fará parte da RedeNutri e poderá ter acesso a documentos, entrevistas, notícias,  vídeos, cursos e muito mais. Participe!

Fonte: RedeNutri
 

MDS e SESI avaliam cursos profissionais de educação alimentar



A oferta de cursos profissionais de educação alimentar e nutricional para beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, foi um dos principais temas da reunião entre a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), Jair Meneguelli. A reunião, ocorrida nesta quinta-feira (15), teve por objetivo debater parcerias entre o ministério e o Sesi por meio do programa Cozinha Brasil.
“Hoje, o Brasil carece de mão de obra em todos os setores. No segmento de serviços, temos inúmeros restaurantes naturais que poderiam absorver essa mão de obra”, exemplificou Tereza Campello. Uma das ideias é adaptar os cursos para auxiliar de cozinhas. “Melhor ainda se forem profissionais qualificados para o preparo de refeições saudáveis e que evitem o desperdício de alimentos”, completou.
Criado em 2004, o Cozinha Brasil tem o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) mediante acordos de cooperação e convênios para a instalação de cozinhas móveis adaptadas em caminhões e cozinhas semifixas para a oferta dos cursos de educação alimentar. O programa do Sesi tem por objetivo ensinar a população a preparar alimentos saudáveis sem desperdício, aproveitando partes como caule, talos, cascas, folhas e sementes de alto valor nutritivo.
A parceria possibilitou a oferta de cursos em mais de 440 municípios de todo o país. Foram beneficiados 144 mil alunos e 19 mil multiplicadores (merendeiras, líderes comunitários e profissionais da rede da assistência social, entre outros).
“Para erradicar a fome é preciso mais que distribuir alimentos. É necessário levar conhecimento à população. A experiência foi tão positiva que está sendo exportada para outros países, como Uruguai e Moçambique”, destacou Meneguelli.
Qualificação – MDS e Sesi acordaram trabalhar conjuntamente para adaptar a experiência do Cozinha Brasil, visando a qualificação profissional do público do Brasil Sem Miséria – pessoas que vivem com renda mensal de até R$ 70. O primeiro passo é ajustar a metodologia e a carga horárias dos cursos.
Também participaram da reunião a secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Maya Takagi, e a secretaria executiva do Conselho Nacional do Sesi, Cleude Gomes da Silva.
Rafael Ely
Ascom/MDS

13/03/2012 - Avanço das mídias sociais reflete novos conceitos de transformação da sociedade




Mais de 500 pessoas estiveram presentes na palestra
Foto: Osvaldo Afonso/Imprensa MG
Diante de um público de mais de 500 pessoas, a especialista internacional em comunicação digital, Martha Gabriel, ministrou palestra com o tema “Mídias Sociais: Oportunidades e Ameaças”. Realizado, nesta terça-feira (13), no Auditório JK, da Cidade Administrativa, o evento foi promovido pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge) em parceria com a Superintendência Central de Imprensa do Governo de Minas (Supim).


Martha Gabriel é considerada, atualmente, uma das principais referências em mídias sociais no mundo. Segundo a especialista, a disseminação das redes sociais é um fenômeno que tem transformado profundamente a sociedade e, consequentemente, o ambiente de negócios. “Hoje, temos inúmeros sites de redes sociais e, portanto, um volume gigantesco de mídias sociais. Em função disso, transformações sociais profundas têm acontecido com a mesma velocidade da inovação, criando novas formas de relacionamento”, destaca.

Essa temática vem ganhando cada vez mais importância no país, já que oito em cada dez brasileiros utilizam redes sociais, em uma penetração que aumenta ano a ano. “O que conhecemos como redes sociais são, na verdade, apenas plataformas de interatividade. As redes sociais, na prática, são pessoas que se relacionam em função de interesses comuns e existem há séculos. Com os inúmeros avanços, as redes sociais passaram a se expandir e os relacionamentos se modificaram, transformando a sociedade e as estruturas de poder”, explicou a especialista.

Ainda de acordo com Martha Gabriel, o uso de plataformas como o Twitter, Facebook e LinkedIn tem crescido vertiginosamente e modificado o modo como as pessoas se comportam e interagem com as empresas. “As redes sociais trazem diversas vantagens, como o aumento da visibilidade, velocidade de disseminação, novas plataformas de conteúdo e interatividade com o público. Todas essas características trazem um potencial bastante grande a ser explorado nas mídias sociais para a promoção e relacionamento. É preciso saber aproveitá-los”, disse a palestrante.

A especialista destacou, ainda, a mudança “na natureza dos relacionamentos” provocada pelas mídias sociais. “Antes das redes sociais online, as pessoas tinham acesso a informações limitadas. Com a disseminação das redes sociais pela internet, pela primeira vez, qualquer pessoa pode se expressar e se expor livremente. Todos estão em contato com todos. No entanto, apesar de o relacionamento ter se ampliado e ter se aprofundado em alguns sentidos, por outro lado, esses relacionamentos são mediados por plataformas virtuais. Isso muda a natureza dos relacionamentos”, afirmou.

Entre os centenas de presentes estavam a diretora-presidente da Prodemge, Isabel Pereira de Souza; o subsecretário de Estado de Comunicação Social, da Secretaria de Estado de Governo (Segov), Nestor Francisco de Oliveira; o subsecretário da Juventude da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej), Gabriel Azevedo; entre outros dirigentes, servidores, empresários, estudantes, técnicos em tecnologia da informação e representantes de entidades de classe.

A palestrante

Martha Gabriel é diretora de tecnologia da New Media Developers. Coordenadora e professora do curso de MBA em Marketing da HSM Educação e do curso de MBA em Marketing na Era Digital da Trevisan Escola de Negócios, em São Paulo. Graduada em engenharia, pós-graduada em marketing e design, mestre e doutoranda em artes (ECA/USP).

É keynote internacional, com 50 palestras no exterior e possui três prêmios de melhor palestra nos Estados Unidos, tendo ministrado apresentações também na Europa e na Ásia. É colunista do IDGNow! e do Portal Cidade Marketing, já tendo conquistado 11 prêmios iBest.

Martha Gabriel é autora de quatro livros, inclusive o best seller “Marketing na Era Digital“. É a entrevistada da última edição da revista Fonte (http://www.prodemge.mg.gov.br/revista-fonte), editada pela Prodemge.

Rio+20: sociedade civil
realiza a Cúpula dos Povos

Entre 15 e 23 de junho deste ano, ocorrerá no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, a Cúpula dos Povos. A sociedade civil global, organizações, coletivos e movimentos sociais ocuparão o aterro para propor uma nova forma de se viver no planeta, em solidariedade, contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns.

A Cúpula dos Povos ocorrerá de forma paralela à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A reunião oficial marca os 20 anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92 ou Eco 92).

A pauta prevista para a Rio+20 oficial, a chamada “economia verde” e a institucionalidade global, é considerada pelos organizadores da Cúpula como insatisfatória para lidar com a crise do planeta, causada pelos modelos de produção e consumo capitalistas.

Para enfrentar os desafios dessa crise sistêmica, a Cúpula dos Povos não será apenas um grande evento. Trata-se de um processo de acúmulos históricos e convergências das lutas locais, regionais e globais, que têm como marco político a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica.

A Cúpula dos Povos quer, assim, transformar o momento da Rio+20 em uma oportunidade para tratar dos graves problemas enfrentados pela humanidade e demonstrar a força política dos povos organizados. “Venha reinventar o mundo” é o convite à participação para as organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo. A convocatória global para a Cúpula foi realizada durante o Fórum Social Temático, realizado em janeiro, em Porto Alegre (RS).

A ideia é que a Assembleia Permanente dos Povos, o principal fórum político da Cúpula, se organize em torno de três eixos e debata as causas estruturais da atual crise civilizatória, sem fragmentá-la em crises específicas – energética, financeira, ambiental, alimentar. Com isso, espera-se afirmar paradigmas novos e alternativos construídos pelos povos e apontar a agenda política para o próximo período. O grupo de trabalho sobre metodologia vai propor a melhor forma de organizar esse debate e de afirmar novos paradigmas.

Programação

15 e 16 de junho: Atividades organizadas pelos movimentos sociais locais, que estão em luta permanente de resistência aos impactos das grandes obras.

17 de junho: Marcha de abertura da Cúpula dos Povos.

18 e 19 de junho: Atividades autogestionadas e Assembleia Permanente dos Povos.

20 de junho: Dia de Mobilização Internacional. Uma grande manifestação no Rio de Janeiro e em várias cidades do Brasil e do mundo para expressar a luta dos povos contra a mercantilização da natureza e em defesa dos bens comuns

21 e 22 de junho: Atividades autogestionadas e Assembleia Permanente dos Povos.

23 de junho: Mensagem final da Cúpula dos Povos, que expresse os acúmulos e acordos construídos pelos povos em luta por justiça social e ambiental.
Fonte: Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)


Ipea publica estudos sobre efetividade
de instituições participativas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou em seu site o estudo ‘Efetividade das instituições participativas no Brasil: Estratégias de avaliação – volume 7’.

O documento integra projeto do Ipea denominado ‘Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro’ e contou com a participação de pesquisadores de diversas instituições parceiras, consolidando o acordo de cooperação técnica entre o Ipea e o Projeto de Democracia Participativa (Prodep), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Organizada pela Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest), o estudo tem como objetivo consolidar debates e a experiências para o desenvolvimento de um conjunto de indicadores sobre a efetividade das instituições participativas.
 
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Fonte: Ascom/Ipea

ONU reúne 38 países para discutir
segurança alimentar na Ásia

O aumento do preço dos alimentos e a segurança alimentar na região Ásia-Pacífico são os temas principais da reunião ministerial realizada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que ocorre de 12 a 16 de março em Hanói (Vietnã). Os 300 delegados de 38 países debaterão a realidade de que a Ásia-Pacífico teve nas últimas décadas um dos maiores crescimentos econômicos do mundo, enquanto abriga 578 milhões de habitantes desnutridos.

O novo diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, terá sua estreia em uma conferência asiática, desde que assumiu o cargo em janeiro. Das 925 milhões de pessoas que sofrem desnutrição em todo o planeta, 62,5% moram na região Ásia-Pacífico, quase todas em Bangladesh, China, Filipinas, Índia e Indonésia.

Além disso, a FAO e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) preveem para 2020 um aumento drástico do preço de sementes básicas, como arroz (40%), milho (48%), trigo (27%) e oleaginosas (36%). "Devemos produzir mais alimentos para uma população em crescimento", afirmou o diretor para a Ásia-Pacífico da FAO, Hiroyuki Konuma, e pediu mais fundos e cooperação entre os agricultores, segundo um comunicado de imprensa.

O diretor da organização disse que para alcançar o objetivo é preciso "realizar grandes investimentos no setor agrícola" e destinar capital para melhorar infraestruturas, pesquisa, formação e gestão de recursos naturais. Os governos da Ásia-Pacífico enfrentam os problemas da mudança climática, o crescimento incontrolado da população e a diminuição do espaço cultivável, um panorama que pode ser agravado com a alta dos preços dos alimentos e do petróleo.

O índice de preços dos alimentos da FAO se situou em uma média de 215 pontos em fevereiro de 2012, ou seja, aproximadamente 1% (2,4 pontos) a mais que o número revisado de janeiro, segundo este organismo. Três dos quatro países mais povoados do mundo ficam nesta região do mundo: China (1,34 bilhões de habitantes), Índia (1,17 bilhões) e Indonésia (240 milhões).

A conferência, organizada pela FAO em colaboração com o Governo do Vietnã, oferece em seus cinco dias uma oportunidade para que agricultores, cooperativas, movimentos sociais e o setor privado possam se entender e pactuar políticas com os governos e as agências multilaterais.

Fonte: Ascom/FAO
Edição do dia 13/03/2012
13/03/2012 21h05- Atualizado em 13/03/2012 21h08

Consumo diário de carne aumenta risco de morte precoce, diz pesquisa

Um estudo realizado em uma das universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos concluiu que o consumo diário de carne vermelha aumenta o risco de doenças graves - que podem levar à morte precocemente.
Foram quase 30 anos acompanhando 120 mil pessoas para chegar a essa conclusão: o consumo de carne vermelha pode aumentar o risco de morte precoce.
O estudo da universidade de Harvard mostrou que comer uma porção de carne vermelha diariamente eleva a possibilidade de morrer mais cedo em 13% e aumenta o risco de desenvolver doenças do coração, câncer e dois tipos de diabetes.
E a porção que os cientistas consideraram nesse estudo não é grande não. Apenas 85 gramas de carne. E se essa carne for processada, os riscos são ainda maiores.
Linguiça, salsicha, hambúrguer. Podem aumentar a mortalidade prematura em 20%.
Nós conversamos pela internet com o coordenador da pesquisa, doutor An Pan.
Ele explica que a carne tem gordura saturada, que prejudica as artérias, e que a processada oferece ainda mais risco para a saúde porque possui conservantes como o nitrato de sódio que pode elevar a pressão do sangue.
Para diminuir esses riscos os pesquisadores recomendam substituir as porções de carne vermelha por peixe, frango, verduras e legumes ricos em ferro como feijão, lentilha e espinafre.
“Mas isso não significa que todos nós agora precisamos virar vegetarianos”, diz o pesquisador.
Segundo ele, se o consumo de carne fosse reduzido para pelo menos meia porção ao dia, entre 7% e 9% das mortes de pessoas acompanhadas pelo estudo poderiam ter sido evitadas.
Diminuir o consumo para duas ou três vezes por semana já seria um bom começo diz ele. Eu gosto de um bom churrasco. Mas o importante é conseguirmos ter moderação e comer com qualidade.

Seminário discutirá experiências de educação e mobilização popular

Seminário discutirá experiências de educação e mobilização popular
Com o objetivo de conhecer e discutir experiências de educação e mobilização popular, em especial aquelas desenvolvidas no Norte de Minas, a Escola do Legislativo e o Projeto Cidadania Ribeirinha promoverão, de 19 a 30 de março, oSeminário Experiências em Educação e Mobilização Popular, aberto aos servidores da ALMG e a profissionais externos convidados pelo Projeto.

As inscrições já estão abertas e deverão ser efetuadas até o dia 16 de março. Os servidores da Assembleia podem fazê-lo por meio dos formulários eletrônicos disponíveis na intranet ou pelo e-mailescola.eventos@almg.gov.br, informando a atividade, nome e matrícula do servidor. Os profissionais externos que se interessarem poderão solicitar inscrição pelo e-mailcidadaniaribeirinha@almg.gov.br.

O objetivo do seminário, além da capacitação da equipe do Projeto Cidadania Ribeirinha, é contribuir para a construção coletiva, no âmbito da Assembleia Legislativa, de uma metodologia de abordagem sociopedagógica de populações carentes, vulneráveis e tradicionais em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. O enfoque no Norte de Minas deve-se à área de atuação do Projeto Cidadania Ribeirinha, desenvolvido em municípios de baixo IDH do Médio São Francisco mineiro. Durante o evento, será discutida a proposta de formação de um grupo de estudo, no âmbito do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Escola do Legislativo (Nepel), para dar continuidade a essa reflexão.

A programação do Seminário Experiências em Educação e Mobilização Popular está organizada em seis encontros, na Escola do Legislativo, sendo que o primeiro, no dia 19 de março, de 10 às 12 horas, será para a apresentação do Projeto Cidadania Ribeirinha, pelos servidores Leo Noronha e Márcio Santos, responsáveis pela gestão do projeto. As demais atividades terão continuidade conforme o calendário que segue:

21/3/12 – 10 às 12 h - Preservação ambiental e geração alternativa de renda: a experiência do Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Rio Pandeiros

Natália Rust Neves - Bióloga e Mestre em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa. Coordenadora de Áreas Protegidas do Escritório Regional do Alto-Médio São Francisco do Instituto Estadual de Florestas

23/3/12 – 10 às 12 h - Lideranças populares, saberes e escola no sertão norte de Minas

Rosely Carlos Augusto - Psicóloga, Mestre em Psicologia Social e Doutora em Educação pela UFMG. Professora e educadora popular da Rede de Educação Cidadã. Assessora de movimentos populares na cidade e no campo

26/3/12 – 10 às 12 h - Águas da vida: população rural, cultura e água em Minas Gerais

Flávia Maria Galizoni - Graduada em Ciências Sociais pela Unicamp, Mestre em Ciência Social (Antropologia Social) pela USP e Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp. Professora do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG (Montes Claros). Colaboradora do Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (Vale do Jequitinhonha)

28/3/12 – 14 às 16 h - Modos de vida e territorialidade entre vazanteiros e pescadores artesanais do Médio São Francisco

Cláudia Luz de Oliveira - Graduada em Ciências Sociais pela UFMG, Mestre em Sociologia pela UFMG, Doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília. Professora da Universidade Estadual de Montes Claros na área de Antropologia e pesquisadora em Antropologia Rural. Colaboradora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (GESTA) do Departamento de Sociologia e Antropologia da Fafich/UFMG

30/3/12 – 10 às 12 h - Mobilização social em comunidades tradicionais: a experiência do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas

Carlos Alberto Dayrell - Engenheiro agrônomo, Mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável pela Universidade Iberoamericana (Espanha). Coordenador do Eixo Direitos Territoriais de Povos e Comunidades Tradicionais do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas
Viva as mulheres!






Selvino Heck

Você chega em qualquer lugar, em qualquer canto, em qualquer repartição, em qualquer banco, em qualquer ônibus, em qualquer palácio, em qualquer escritório, lá está uma mulher trabalhando, lá estão mulheres mostrando que foi-se o tempo em que o preconceito e o machismo eram mais fortes e elas eram ‘do lar’.

Hoje estão na Presidência da Petrobrás, estão no Supremo Tribunal Federal, hoje jogam futebol, são agricultoras, ministras, hoje são juízas de direito e de futebol, engenheiras, mestres de obra, hoje são médicas, professoras, empresárias, reitoras, motoristas, deputadas, prefeitas, vereadoras, astronautas, governadoras, mecânicas, procuradoras, jornalistas, hoje são Presidenta da República, pois sim!

Hoje são do lar se assim o quiserem. Ou, como em muitos lugares e cada dia mais, do lar são os homens, ou também os homens, e por que não?  Não são mais apenas elas que cozinham ou limpam a casa, as que ficam com os filhos enquanto eles trabalham, as que levam os cachorros a passear enquanto eles tomam sua cervejinha. Como não são mais apenas eles que consertam a pia ou os canos furados, entendem o barulho dos motores, como se houvesse algum segredo inalcançável nas paredes das casas ou nos carros modernos computadorizados. Tarefas são para serem divididas. Responsabilidades são para serem partilhadas. Ninguém é dono exclusivo do saber, do conhecimento e do poder.  

E não faz tanto tempo que elas são donas do seu voto e nariz. São eleitoras, votam e podem ser votadas há apenas oitenta anos. Descontadas as ditaduras, não poucas, faz pouquíssimo tempo, meia dúzia de eleições. E já chegaram lá, na garra e no voto! Coordenam, planejam, distribuem a palavra. Só falta chegarem a postos de mando em algumas igrejas. Mas isso é uma questão de espera e de luta. Não vai demorar oitenta anos.

Há muito a avançar e conquistar. Há ainda preconceitos arraigados, há ainda olhares e gestos desconfiados, há ainda muros e torres a serem derrubados. Com filhos, sem filhos, solteiras, viúvas, separadas, elas fazem parte da humanidade que busca novas luzes, que ama profundamente a vida, quer repartir utopias, vê a emancipação de todas e todos como essencial, luta por direitos a direitos, direito ao prazer, à liberdade, à felicidade e pretende construir solidariamente novas estradas e caminhos. 

Este é um novo tempo, o tempo do século XXI e do terceiro milênio. Barreiras ainda existentes serão derrubadas, novos ventos soprarão, até que mulheres e homens, homens e mulheres, mulheres e mulheres olharão um no olho do outro e saberão que, acima de tudo, são companheiras e companheiros, irmãs e irmãos, dar-se-ão as mãos em espírito e em verdade.

Até onde irão essas bravas mães guerreiras, essas jovens cientistas que pensam e fazem o mundo, constroem casas, pensam campos e jardins e tornam a vida de todas e todos mais fácil e digna de ser vivida? Essas mulheres que não se entregam nunca, que lutam contra a fome, a miséria, a pobreza e a desigualdade? O que poderão ainda projetar estas trabalhadoras da palavra e do gesto, estas promotoras da paz e da justiça, estas protagonistas do amanhã e da vida, estas plantadoras de luz e utopia?

Desconfio que não há limites nem horizontes, a não ser sua imaginação, coragem e sonhos. O horizonte está sempre além e adiante. Sem perder a ternura, o charme, o sorriso, a alegria de ser e viver, e a vontade de mudar o mundo.

O tempo urge. Viva as mulheres!

* Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República

Opiniões e conceitos emitidos em artigos assinados não expressam necessariamente a posição institucional do Conselho. A veiculação tem o objetivo de estimular o debate sobre temas de interesse do Consea, respeitando as linhas de pensamento e o pluralismo de ideias. 
Mais de 22 mil escolas recebem orientações contra obesidade

Estudantes de 1.938 municípios brasileiros vão ser avaliados e orientados por profissionais de saúde e da educação em relação à obesidade. São cerca de 5 milhões de alunos em mais de 22 mil escolas públicas.

Trata-se da primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola, que começou nesta segunda (5) e vai até a sexta-feira (9), com atividades para crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos.

O Ministério da Saúde e o da Educação estão mobilizados nesta iniciativa, que terá profissionais da Estratégia Saúde da Família para avaliar nutricionalmente os estudantes dos municípios que aderiram à iniciativa de mobilização.

Integram a programação palestras com a participação da comunidade escolar (alunos, profissionais e funcionários) e visitas das famílias dos estudantes a Unidades Básicas de Saúde próximas das escolas.

A participação dos municípios na Semana de Mobilização Saúde na Escola, que acontecerá todos os anos, está regulamentada na portaria 357/2012, publicada no Diário Oficial da União.

Os municípios que aderiram à Semana de Mobilização Saúde na Escola vão receber um incentivo extra de R$ 558,00 por equipe de saúde da família envolvidas na ação, desde que comprovem a realização das ações. A adesão à semana, por parte dos municípios, é voluntária e é uma das ações previstas no Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e Educação desde 2007.

Os 2.495 municípios que aderiram ao PSE têm disponíveis um repasse de R$ 118,9 milhões, autorizado pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2011. As administrações se comprometeram a implementar metas e ações de promoção, prevenção, educação e avaliação das condições de saúde das crianças e adolescentes nas escolas.

Parte do valor acertado para implementação das ações, 70% do montante, já foi repassado para os municípios. Os 30% restantes serão pagos após prestação de contas das ações em desenvolvimento.
Fonte: Secom/PR

Relatório Igualdade de Gênero e Desenvolvimento é lançado em Brasília

O Banco Mundial e a Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados lançam nesta terça-feira (6), em Brasília, o Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2012 “Igualdade de Gênero e Desenvolvimento”. 


O lançamento será realizado no Auditório Nereu Ramos do Congresso Nacional, das 14h às 18h. Os interessados em participar devem enviar e-mail com os respectivos nomes para Iara Hein (ihein@worldbank.org).


O evento será realizado no âmbito da Semana da Mulher 2012, que tem o tema “80 Anos da Conquista do Voto Feminino – Mulher no Poder”. O relatório destaca que uma maior igualdade de gênero pode aumentar a produtividade e melhorar os resultados de desenvolvimento para a próxima geração.

Leia mais:

Ministérios da Saúde e Educação lançam em BH campanha contra obesidade infantil



Estado de Minas
Publicação: 05/03/2012
Mais de 5 milhões de alunos com idade entre 5 e 19 anos que frequentam escolas públicas em todo país terão uma programação diferenciada de hoje até a próxima sexta-feira. Os ministérios da Saúde e da Educação realizam a primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola, que tem como tema a obesidade em crianças e adolescentes. Profissionais que fazem parte da Estratégia Saúde da Família, coordenada pelo Ministério da Saúde, farão avaliações nutricionais em estudantes de mais de 22 mil escolas públicas em 1.938 municípios que aderiram à iniciativa de mobilização. Também estão previstas atividades e palestras envolvendo a comunidade escolar (alunos, profissionais e funcionários) e visitas das famílias dos estudantes a Unidades Básicas de Saúde localizadas próximo às escolas.

O lançamento da Semana de Mobilização Saúde na Escola acontece nesta segunda-feira, na Escola Municipal Oswaldo Cruz, na Região Oeste de Belo Horizonte. Uma das ações que será realizada durante a semana é avaliação nutricional dos estudantes, quando os profissionais das equipes do Programa Saúde da Família vão pesar e medir os alunos e calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC).

Além de orientações nutricionais, os profissionais encaminharão os estudantes que estiverem com excesso de peso para as Unidades Básicas de Saúde. “Sabemos que é mais fácil tratar a obesidade nas crianças e adolescentes, por isso a intervenção nessa fase é extremamente importante para que essas crianças se tornem adultos saudáveis”, afirma o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães. . As famílias também visitarão as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para conhecerem os serviços ofertados. As UBSs são capazes de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas daquele território que ela é responsável, desafogando dessa maneira os hospitais de referência da região.

A Semana de Mobilização Saúde na Escola acontecerá todos os anos e foi instituída por portaria publicada no Diário Oficial da União. A adesão é voluntária e é uma das ações previstas no Programa Saúde na Escola, desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e Educação desde 2007 e que foi integrado ao Programa Brasil sem Miséria. “O PSE promove a articulação da rede básica de educação com o Sistema Único de Saúde para atenção, promoção e prevenção dos estudantes de 5 à 19 anos e a Semana é o pontapé inicial, uma forma das equipes se entrosarem, se conhecerem e, a partir daí, programarem as atividades que serão realizadas no ano”, explica o secretário.

Neste ano, o tema de trabalho prioritário da Semana será Prevenção da obesidade na infância e na adolescência. Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada entre 2008/2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Entre os jovens de 10 a 19 anos, 1 em cada 5 apresentam excesso de peso. O secretário alerta que é preciso intervir o mais rápido possível nessa realidade. “É um problema que já afeta 1/5 da população infantil, por isso temos que agir agora para não termos uma geração futura de obesos, hipertensos, diabéticos, com riscos cardiovascular, renal e cerebral aumentada”, explica.

Investimento

O Ministério da Saúde autorizou, em dezembro de 2011, o repasse de R$ 118,9 milhões referente aos 2.495 municípios que aderiram ao Programa Saúde na Escola e se comprometeram a implementar metas e ações de promoção, prevenção, educação e avaliação das condições de saúde das crianças e adolescentes nas escolas. Os municípios já receberam 70% do valor acertado para implementar as ações. Os 30% restantes serão pagos após prestação de contas das ações em desenvolvimento. Já os municípios (1.938) que aderiram à Semana de Mobilização Saúde na Escola vão receber um incentivo extra de R$ 558,00 por equipe de saúde da família envolvidas na ação.

Combate à desnutrição exige ações pontuais, dizem especialistas



O coordenador substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Augusto Fernandes Nilson, defende a importância de projetos que buscar melhorar as condições de nutrição dos brasileiros. Ele ressalta que, mesmo com a significativa redução da desnutrição infantil na última década, ainda existem populações vulneráveis. “Tudo o que vier do Legislativo é bem-vindo para reforçar o que vem sendo feito pelo governo”, afirma.

Nilson lembra que a desnutrição é um problema que tem várias causas e relação direta com atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), a educação, a renda familiar e o saneamento básico. Ele reforça que não é possível combater a desnutrição partindo apenas de ações do setor de saúde: “O cuidado com a alimentação infantil começa com o pré-natal e, depois, com a formação de hábitos alimentares, com destaque para o incentivo ao aleitamento”, argumenta.

Mil dias
Para o gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Bloufleur, o combate à desnutrição requer “ações cirúrgicas”. Ele destaca a importância de, nessas ações, investir no cuidado da alimentação das mães durante a gestação, a fim de evitar o nascimento de crianças de baixo peso e os consequentes prejuízos decorrentes dessa condição.

De acordo com Clóvis, estudos que indicam que a alimentação da criança em seus primeiros mil dias de vida – incluindo a gestação – têm impacto direto no desenvolvimento e na saúde para o resto da vida.

O representante da Pastoral da Criança reivindica que o amparo às mães continue após o parto, com a prorrogação da licença-maternidade para todas as trabalhadoras. “O Brasil precisa ser ousado para avançar nesse sentido. O governo gasta R$ 600, R$ 800 por mês com creches. Por que não oferecer esse dinheiro para as mães ficarem com seus filhos?”, questiona.

Fonte: Agência Câmara


Alimentação

Familiarizar as crianças com vegetais é a melhor forma de tornar a alimentação mais saudável

Não adianta 'esconder' vegetais na refeição dos filhos. Para transformar a alimentação saudável em hábito, as crianças precisam conhecer o que estão comendo

Alimentação infantil: crianças tendem a preferir alimentos com os quais estão familiarizadas
                          Alimentação infantil: crianças tendem a preferir alimentos com os quais estão familiarizadas   


                                 
Para fazer com que seus filhos sigam uma alimentação saudável, os pais desenvolvem as mais diferentes estratégias, como por exemplo, acrescentar alguns vegetais nos lanches das crianças sem que elas percebam. No entanto, segundo concluíram pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, essa técnica nem sempre é eficaz, já que os jovens não sabem que estão consumindo esse tipo de alimento e, portanto, não desenvolvem o hábito ao longo da vida. A aceitação dos filhos em relação a uma comida saudável, então, não depende de eles serem avisados ou não da presença de verduras e legumes no prato, mas sim da frequência com que esses alimentos são expostos às crianças. Esses resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Journal of Nutrition Education and Behavior.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The Influence of Labeling the Vegetable Content of Snack Food on Children's Taste Preferences: A Pilot Study

Onde foi divulgada: periódico Journal of Nutrition Education and Behavior

Quem fez: Lizzy Pope e Randi L. Wolf

Instituição: Universidade de Columbia, Estados Unidos

Dados de amostragem: 68 crianças matriculadas no Ensino Médio ou no Fundamental

Resultado: Preferência de crianças por determinados alimentos não necessariamente muda se elas sabem ou não da presença de vegetais neles, e sim varia conforme a familiaridade que elas têm com alimentos saudáveis
O estudo se baseou nos dados de 68 crianças matriculadas no ensino médio ou no fundamental. Elas experimentaram alimentos semelhantes de duas amostras diferentes, sendo que, em um grupo, os produtos eram rotulados com a presença de algum vegetal, como 'biscoito de chocolate com grão de bico', por exemplo, e o outro somente como ‘biscoito de chocolate’. Os jovens não sabiam que todos os alimentos de ambos os grupos continham algum vegetal nutritivo. As crianças relataram se o sabor das comidas das duas amostras era semelhante ou se elas haviam preferido um alimento ao outro.
Os pesquisadores descobriram que a preferência pelo sabor não mudou com os diferentes rótulos para alimentos como pão de chocolate com abobrinha ou bolo de brócolis com gengibre. Entretanto, as crianças preferiram os biscoitos que não haviam sido rotulados com a presença de grão de bico, e escolheram os 'biscoitos de chocolate' em vez dos 'biscoitos de chocolate com grão de bico'. Também foi observado que o grão de bico foi o vegetal menos consumido pelos jovens em comparação com brócolis e abobrinha: 81% não havia provado o alimento no último ano.
Segundo Lizzy Pope, coordenadora do estudo, esses resultados reforçam a ideia de que as crianças são menos aptas a gostar dos alimentos com os quais são menos familiarizadas. "Como os participantes da pesquisa estavam mais acostumados com brócolis e abobrinha do que com grão de bico, o sabor sentido pelas crianças não mudou com os diferentes rótulos", afirma a pesquisadora. Ela também diz que as conclusões do levantamento mostram que a familiaridade com alimentos saudáveis é mais importante na melhora da alimentação infantil do que a introdução de vegetais no dia-a-dia da criança sem que ela saiba.
"Estudos anteriores mostraram que o rótulo dos alimentos, ou seja, o conhecimento da criança sobre a presença ou não de um vegetal na comida, pode influenciar em suas preferências. No entanto, pouco se sabe sobre como esse quadro muda quando o jovem está familiarizado com o alimento presente no rótulo", diz Randi Wolf, outro autor do estudo. "Essa pesquisa é importante pois pode contribuir para novas maneiras eficazes de promover o consumo de vegetais entre as crianças."